- Em 2025, Miami foi o principal destino imobiliário internacional dos EUA, com US$ 4,4 bilhões em aquisições, alta de 42% em relação ao ano anterior.
- O número de transações com compradores estrangeiros chegou a 5.300 imóveis, alta de 33% em um ano.
- Compradores internacionais representaram 15% das vendas residenciais em Miami, sete vezes a média nacional.
- O Brasil ficou com 7% das transações, com ticket médio de US$ 777.400; 73% compraram em áreas urbanas centrais e 63% em condomínios verticais.
- O movimento é visto como estratégia de vida internacional, com demanda contínua de grandes empresas e maior liquidez no mercado.
Miami consolidou-se em 2025 como o principal destino imobiliário para compradores internacionais nos EUA. O volume financeiro das aquisições de imóveis residenciais por estrangeiros atingiu US$ 4,4 bilhões, aumento de 42% frente a 2024. O sul da Flórida liderou o ranking nacional.
O número de transações também cresceu, alcançando 5.300 imóveis adquiridos por investidores globais, 33% acima do ano anterior. A combinação de maior volume e maior fluxo de clientes reforça a posição de Miami como ativo de proteção patrimonial, além de destino de segunda residência.
Os dados são do Perfil de Compradores Internacionais de Imóveis 2025, divulgado pela MIAMI, associação de corretores da região. Em 2025, o sul da Flórida respondeu por 15% das vendas residenciais nacionais para estrangeiros, bem acima da média dos EUA.
Capacidade de atração e composição do mercado
A região concentra compradores de 55 países diferentes, o que reduz vulnerabilidade a crises regionais. A diversificação geográfica contribui para a resiliência do setor imobiliário local, segundo analistas e executivos do setor.
Entre os investidores, há um movimento de empresas globais que transferem operações para Miami, o que amplia a demanda por moradia, infraestrutura e serviços. A mudança é vista como de longo prazo, com impactos contínuos no mercado.
Profissionais brasileiros, em particular, destacam que o crescimento não é pontual, mas parte de um fluxo estável de capital internacional que busca segurança, previsibilidade e proteção patrimonial. O regime de liquidez favorece compras à vista em boa parte das transações.
O papel do Brasil e o ticket médio
O Brasil figura em terceiro lugar no ranking de compradores internacionais, empatado com o México, respondendo por cerca de 7% das transações da região. O valor médio pago pelos brasileiros ficou em US$ 777.400 por imóvel, superior à média global de US$ 558.700.
Entre as preferências de quem investe do Brasil, a prevalência por áreas urbanas centrais é marcada (73%), assim como a opção por condomínios verticais (63%), indicando busca por praticidade e potencial de locação.
Perspectivas e leitura de mercado
Especialistas indicam que o movimento tende a se manter estável nos próximos anos. O dinamismo atual resulta de decisões de longo prazo de grandes grupos, com impactos sobre demanda por moradia, serviços e infraestrutura na região. A visão é de transformação estrutural, e não de ciclos curtos.
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