- A B3 lançou a marca Trillia para unificar cinco negócios de dados, que já respondem por dez por cento da receita da empresa.
- Trillia reúne atividades que já atuam na B3 há anos, atendendo mais de seis mil clientes em quatro verticais: inteligência de mercado, marketing e vendas; compliance e prevenção a fraudes; mercado segurador; e crédito e recuperação.
- A ideia é criar uma fonte de receita recorrente desatrelada do negócio de bolsa, tornando a B3 uma empresa ambidestra entre o core business e oportunidades adjacentes.
- A liderança espera que 2026 seja um ano de reabertura do mercado brasileiro para ofertas públicas iniciais de ações, com estimativas de 10 a 15 operações ainda neste ano; já em janeiro houve abertura de capital de empresas como PicPay.
- A marca Trillia não cria uma nova empresa, mas consolida os negócios existentes sob um único guarda-chuva para destravar valor para a B3.
A B3 lançou a marca Trillia para unificar cinco negócios de dados que já operam dentro da bolsa. O objetivo é criar uma receita recorrente desvinculada do ciclo de negociação de ativos. A estreia ocorreu nesta quinta-feira, 5, em evento para imprensa.
A expectativa é destravar valor para a B3 ao ampliar o portfólio de dados. O CEO Gilson Finkelsztain afirmou que a empresa pode atuar no core business e explorar adjacências com crescimento de longo prazo.
A Trillia reúne operações que já respondem por cerca de 10% da receita da B3 e não cria uma nova firma, mas consolida negócios sob uma nova marca. A gestão continuará sob a estrutura existente da bolsa.
O ecossistema atende mais de 6.000 clientes em quatro verticais: inteligência de mercado, marketing e vendas; compliance e prevenção a fraudes; seguros; crédito e recuperação. As soluções vão desde precificação de risco até lavagem de dinheiro.
Marcos Vanderlei, novo diretor da Trillia e VP da B3, destacou que o conjunto atua em várias indústrias, com DNA financeiro forte. Ele citou varejo, logística e transporte como mercados com alto potencial de atuação.
Desdobramentos e cenário
O movimento coincide com um ânimo de investidores pela renda variável no Brasil. Em janeiro, até 29, investidores estrangeiros somaram R$ 25,3 bilhões em ações locais, acima do total de 2025.
Finkelsztain projetou que 2026 deve marcar a reabertura de IPOs no Brasil, após o intervalo desde 2021. A PicPay abriu capital na Nasdaq e pode sinalizar uma onda de captação no país.
A-B3 não divulgou guidances, mas o CEO informou que concorrentes globais buscam 25% a 30% da receita em dados além do core. A B3 vê na Trillia uma aposta para diversificar sem depender exclusivamente do humor do mercado.
Entre na conversa da comunidade