- A CSN planeja captar até US$ 1,5 bi por meio de empréstimo com garantias para pagar títulos que vencem e melhorar seu perfil de alavancagem.
- As garantias incluem ações de subsidiárias, entre elas a unidade de cimento.
- Bancos envolvidos na operação seriam Morgan Stanley, Citigroup, Deutsche Bank, BNP Paribas e HSBC.
- A CSN visa reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões da dívida a partir deste ano e busca vender ativos, incluindo a CSN Infraestrutura, para desalavancagem.
- A empresa discute venda do cimento com Morgan Stanley e de infraestrutura com Citi e Bradesco, além de buscar um parceiro estratégico para modernizar a operação de aço; acordos devem ocorrer no segundo semestre.
A CSN planeja captar até US$ 1,5 bilhão por meio de um empréstimo com garantias para quitar títulos que vencem e reforçar seu perfil de alavancagem. As garantias viriam das ações de subsidiárias, incluindo a unidade de cimento, segundo fontes próximas ao tema.
Os bancos envolvidos incluem Morgan Stanley, Citigroup, Deutsche Bank, BNP Paribas e HSBC, de acordo com as informações. Os nomes não comentaram oficialmente o plano. As pessoas que falaram pediram para não ser identificadas.
A CSN, formalmente Companhia Siderúrgica Nacional, já indicou a necessidade de reduzir o seu endividamento elevado. Altas taxas de juros pressionam financiamento e investimentos da empresa, que busca desalavancagem.
A companhia revelou planos de vender ativos para reduzir dívida entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, aproximadamente metade do total. Participações estratégicas em empresas de infraestrutura e cimento estão entre as metas.
A CSN atua há anos na busca de ofertas públicas de ações como opção de desalavancagem, mas não concluiu propostas até o momento. Desta vez, a empresa estabeleceu metas concretas para este ano.
O grupo controla a CSN Infraestrutura, com portos, ferrovias e logística. A venda de participação relevante e a cessão de controles são avaliadas para viabilizar o processo. O objetivo é apoiar a operação de aço.
Morgan Stanley trabalha na venda da unidade de cimento, enquanto Citigroup e Bradesco conduzem a venda do negócio de infraestrutura, segundo fontes. O Bradesco não comentou o assunto.
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