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Dono do Master acusa BC e rivais de conspiração para liquidar o banco

Fundador do Banco Master acusa Banco Central e rivais de conspiração para liquidar instituição, alegando ofensiva para barrar concorrência

Quem é Daniel Vorcaro, preso na operação que liquidou o Banco Master. (Foto: Gurometal/Wikimedia Commons)
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  • Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, disse à Polícia Federal que a liquidação do banco, ocorrida em novembro de 2025, foi resultado de uma ofensiva articulada para tirá-lo do mercado.
  • Ele afirma que não houve colapso natural, e sim ataque combinado de grandes bancos e de uma ala do Banco Central para mudar regras e manter a concentração do sistema financeiro.
  • Analistas e o próprio Banco Central veem a situação de outra forma: o Master tinha um modelo de alto risco, muito dependente de recursos do Fundo Garantidor de Créditos, e a liquidação seria consequência de fragilidades internas, não de um complô externo.
  • Sobre o Fundo Garantidor de Créditos, Vorcaro sustenta que o BC alterou regras de forma direcionada para obstaculizar a captação do Master; especialistas dizem que as mudanças visavam reduzir riscos de modelos agressivos de captação, não atingir o banco específico.
  • O empresário aponta que, durante a recuperação, houve venda de ativos com deságio para beneficiar concorrentes; analistas dizem que esse tipo de operação é comum para levantar dinheiro em situações de crise e reflete o risco de mercado, não uma ação coordenada para prejudicar o Master.

O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou à Polícia Federal que a liquidação da instituição, ocorrida em novembro de 2025, não foi resultado de um colapso natural. Segundo ele, houve uma ofensiva articulada para eliminar o banco do mercado.

Vorcaro disse que o ataque envolvia grandes bancos e uma ala do Banco Central, com mudanças regulatórias para pressionar o Master e preservar a concentração do sistema financeiro. Alega ter sido alvo de uma estratégia para dificultar sua captação.

Contexto e acusações

Para o empresário, a liquidação foi planejada para retirar o Master do jogo antes que pudesse ampliar operações. Ele sustenta que as ações visavam um concorrente incômodo, com efeitos diretos na capacidade de captar recursos.

Analistas e o próprio BC divergem da versão. Entendem que o Master apresentava risco elevado e dependência de recursos do FGC, além de produtos com rentabilidade acima da média. Acreditam que as mudanças regulatórias visaram reduzir riscos sistêmicos.

Posição de especialistas e do FGC

O FGC funciona como seguro para clientes em caso de quebra. Vorcaro afirma que o BC alterou regras para restringir a captação do Master. Especialistas afirmam que alterações tinham o objetivo de reduzir riscos de modelos agressivos de captação, não atingir um banco específico.

Segundo analistas, a venda de ativos durante a recuperação era prática comum para levantar caixa. Eles apontam que, nesse cenário, o deságio refletia risco de mercado e necessidades imediatas de liquidez, não uma estratégia para beneficiar concorrentes.

Prisão e desdobramentos

O fundador também disse, em depoimento, que a prisão em regime domiciliar coincidiu com negociações para salvar o banco. Alega que a detenção buscava impedir a conclusão de um acordo de mercado. Especialistas lembram que o BC já havia apontado riscos do Master desde 2024.

A apuração envolve autoridades federais e permanece em andamento, com coleta de informações para esclarecer o que provocou a liquidação e qual o papel de autoridades e do mercado financeiro.

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