- Bitcoin cai para aproximadamente US$ 64 mil, queda superior a 10% na semana e menor nível desde o fim de 2024.
- Ether fica em torno de US$ 1.900 e XRP em US$ 1,27, com o mercado de criptomoedas em baixa; a capitalização total fica em US$ 2,29 trilhões, queda de 8,2%.
- O mercado global de cripto já perdeu cerca de US$ 2 trilhões desde o pico de outubro, com cerca de US$ 800 bilhões apagados no último mês.
- Saídas de ETFs de Bitcoin nos EUA mostram fluxos negativos, com mais de US$ 3 bilhões de saída em janeiro.
- Dados de emprego dos EUA e recuo de ações de tecnologia pesam no humor de risco, com o ambiente de AI também influenciando os mercados na Ásia.
Bitcoin caiu mais de 10% e atingiu perto de US$ 64 mil, em uma sessão dequeda que ampliou a pressão de venda sobre ativos de risco. A movimentação leva o preço a menor nível desde o fim de 2024, após um rali apoiado pela eleição de Donald Trump. O recuo também atingiu Ethereum e demais criptos.
A pressão acompanha um quadro de venda generalizada em mercados globais, com ações de tecnologia em baixa e momentos de maior volatilidade em metais preciosos. O clima de aversão ao risco tem forte relação com fluxos de ETFs de bitcoin e com dúvidas sobre ganhos no curto prazo de empresas envolvidas em IA.
Visão de mercado e fluxo de capitais
Dados da CoinGecko indicam queda expressiva desde o pico de outubro, com cerca de US$ 2 trilhões a menos no mercado global. Bitcoin acumulou perdas de aproximadamente 28% no ano e Ether, quase 38% no mesmo período.
Relatórios de bancos apontam saídas de ETFs de spot nos EUA, com mais de US$ 3 bilhões em janeiro, após fluxos significativos nos meses anteriores. Analistas destacam que parte do movimento reflete dúvidas sobre o ritmo de investimento em IA.
Levantamentos de especialistas sugerem que o cenário de curto prazo pode manter o viés de baixa, com suporte entre US$ 54 mil e US$ 69 mil para o Bitcoin. Enquanto isso, investidores avaliam pontos de entrada conforme o mercado busca mínimos mais estáveis.
Na Ásia, o pessimismo se estendeu aos índices acionários, com o MSCI All-C countries ex-Japan caindo cerca de 1%. Japão e Coreia do Sul também apresentaram quedas, ampliando o tom de aversão ao risco.
Pouco antes da abertura de Nova York, futuros de ações americanas apontavam para baixa, influenciados por recuos de tecnologia e preocupações com o impacto de gastos em IA sobre lucros futuros.
Empresas de tecnologia, como a Alphabet, sinalizaram planejamento de gastos com capital em 2026, elevando a cautela entre investidores sobre a lucratividade de curto prazo.
Relatórios de emprego dos EUA indicaram aumento de demissões em janeiro, o que alimentou receios sobre a saúde do mercado de trabalho e o apetite por ativos de risco no curto prazo.
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