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IA pode eliminar as piores decisões humanas nas negociações

A IA atua como infraestrutura comportamental, reduzindo decisões impulsivas no momento e podendo diminuir as perdas de traders de varejo

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  • Entre sessenta e setenta por cento dos traders de varejo perdem dinheiro, cifra amplamente citada por reguladores na Europa e nos Estados Unidos.
  • As plataformas de negociação atuais costumam incentivar decisões rápidas, criando gatilhos emocionais que prejudicam o julgamento.
  • A teoria de Kahneman e Tversky explica por que perdas dóem mais que ganhos equivalentes, levando a decisões impulsivas após prejuízos.
  • A IA pode atuar como infraestrutura comportamental, cuidando da execução e de regras de risco, reduzindo decisões tomadas no calor do momento.
  • Em dois mil e vinte e seis, estima-se que de sessenta a setenta por cento do volume de negociação seja algorítmico, o que pode nivelar o jogo para o varejo ao adotar esses sistemas, ainda que a volatilidade persista.

A IA pode reduzir decisões ruins em operações de varejo, com impacto direto no trading. Estudos indicam que entre 70% e 80% dos traders de varejo perdem dinheiro, uma cifra já usada como aviso por reguladores na Europa e nos EUA em avisos de corretoras.

Segundo especialistas, o problema não é apenas a disciplina dos traders, mas o desenho das plataformas. Alertas de preço, indicadores e botões de compra e venda criam momentos de alta pressão que favorecem decisões impulsivas.

A teoria comportamental de Kahneman e Tversky ajuda a entender o risco: perdas pesam mais que ganhos equivalentes, levando a decisões precipitadas após resultados negativos. O resultado é a busca por recuperação, com maiores riscos.

A proposta é usar IA como infraestrutura comportamental: a execução fica sob regras pré-definidas, reduzindo o contato direto com a volatilidade. O objetivo é manter o investidor no plano, sem decisões tomadas no calor do momento.

Como a IA atua na prática

Algoritmos assumem a execução, enquanto o usuário define metas e tolerância ao risco. Condições de entrada, tamanhos de posição e regras de saída são estabelecidos previamente, com ações automáticas quando ocorrerem gatilhos.

Algumas plataformas já operam assim, com o hardware necessário substituído por modelos na nuvem ou em dispositivos locais. O controle fica na definição de intenções, com a IA gerenciando a execução.

Perspectivas para 2026

Estimativas indicam que entre 60% e 70% do volume em mercados de ações é gerenciado por sistemas algorítmicos. Isso sinaliza uma aproximação entre varejo e instituições no uso de ferramentas avançadas, antes restritas a grandes players.

A disponibilidade de computação em nuvem, APIs de bolsa e frameworks de ML barateou o acesso a sistemas de execução sofisticados. O ponto central é se plataformas de varejo adotam essa tendência de forma ampla.

O efeito esperado não é uma mudança revolucionária, mas uma evolução que amplie a competência de traders, reduzindo danos causados por estresse emocional. A diferença pode favorecer quem utilizar IA de forma integrada.

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