- O mercado de criptomoedas caiu 8% em 24 horas, totalizando US$ 2,3 trilhões; o volume de negociação atingiu US$ 356 bilhões, o mais alto em meses.
- Entre as 10 principais, 9 tiveram queda; 5 caíram em dois dígitos. Bitcoin caiu 9,1% (US$ 64.744), Ethereum 11% (US$ 1.878), Solana 14% (US$ 79) e Dogecoin 11,3% (US$ 0,09056); Tron caiu 4% (US$ 0,2687) e Figura Heloc subiu 2,9% (US$ 1,03).
- Entre as top 100, 90 perderam valor; 41 tiveram quedas de dois dígitos. Official Trump caiu 21,3% (US$ 3,23) e LEO Token 17,2% (US$ 6,69); MYX Finance subiu 6,1% (US$ 6,48) e MemeCore avançou 5% (US$ 1,58).
- Bitcoin registrou a maior “realized loss” ajustada de US$ 3,2 bilhões em 5 de fevereiro; mineradores moveram 1.318 BTC (US$ 86,9 milhões) em 10 horas para três carteiras.
- Analistas veem fase corretiva, com RSI semanal de BTC abaixo de 30; liquidações em derivativos chegaram a quase US$ 770 milhões em 24h; ETFs de BTC/ETH sofreram saídas, sinalizando queda de apetite de risco.
O mercado de criptomoedas caiu novamente, registrando uma queda expressiva. Em 24h, o cap de mercado recuou 8%, para cerca de US$ 2,3 trilhões, com 90 entre as 100 maiores moedas em queda. O volume total de negociações ficou em US$ 356 bilhões, o maior desde meses.
Em ritmo frenético, o rendimento das principais moedas aponta para perdas generalizadas. Na manhã de sexta-feira, 9 entre as 10 maiores por capitalização tiveram queda, com 5 tendo recuo de dois dígitos.
Bitcoin (BTC) caiu 9,1%, sendo negociado perto de US$ 64.744. Ethereum (ETH) recuou 11%, a US$ 1.878. Solana (SOL) liderou as perdas com 14%, a US$ 79. Dogecoin (DOGE) caiu 11,3% para US$ 0,09056. Tron (TRX) teve a menor queda, 4%, a US$ 0,2687. A única valorização veio de Figure Heloc (FIGR_HELOC), com alta de 2,9% a US$ 1,03.
Desempenho das top 100 e fatores de mercado
Entre as 100 maiores, 90 registraram queda, e 41 tiveram recuos de dois dígitos. A maior queda foi de Official Trump (TRUMP), -21,3%, a US$ 3,23. Em seguida, LEO Token (LEO) recuou 17,2%, a US$ 6,69. MYX Finance (MYX) foi o melhor entre os verificados com alta de 6,1%, a US$ 6,48. MemeCore (M) subiu 5%, para US$ 1,58.
Bitcoin registrou uma perda ajustada por entidade de US$ 3,2 bilhões no dia 5 de fevereiro, indicador de capitulação de traders diante da queda. Mineradores também enfrentaram quedas expressivas, com Marathon Digital movendo 1.318 BTC, avaliados em US$ 86,9 milhões, para três carteiras diferentes.
Análise de especialistas
Para Matt Howells Barby, VP da Kraken, o rompimento de US$ 69 mil não exclui novas quedas. Ele aponta que o preço entra numa zona de suporte entre US$ 54 mil e US$ 69 mil, com o RSI semanal abaixo de 30, sinal históricamente associado a fundos nos próximos meses.
Antonio Di Giacomo, analista da XS.com, diz que a queda acompanha a contração de liquidez global e venda de tech. Segundo ele, o mercado está em fase corretiva, com enfraquecimento da visão de mercado e maior foco em preservação de capital.
Esses movimentos provocaram liquidações de derivativos com quase US$ 770 milhões em 24 horas, ampliando a volatilidade em um ambiente de baixa liquidez. A leitura sugere que o mercado não terminou a etapa de ajuste.
BTC deixou de atuar como ativo de reserva. Segundo analista, o cenário de curto prazo permanece condicionado pela liquidez e pelo ambiente macroeconômico, com rebounds técnicos limitados e risco de novas quedas.
Levels, watch e ETFs
Na sexta-feira, BTC operava em US$ 64.744, após abrir o dia acima de US$ 71 mil e recuar para mínima intradiária de US$ 60.255. A criptomoeda caiu quase 22% na semana e está 48,5% abaixo do ATH de US$ 126.080 de outubro de 2025.
ETH passou por US$ 2.136, atingiu mínima de US$ 1.756 e recuou 31,5% na semana. O ativo está vulnerável a novas quedas caso não haja reversão para além de US$ 2 mil. O intervalo de resistência está em torno de US$ 77 mil para BTC e US$ 1.700–1.620 para ETH.
O índice de sentimento do mercado de criptomoedas, a fear and greed, caiu para 5, um patamar extremo de medo, sem precedentes desde o início do registro pela CoinMarketCap.
ETFs e fluxos
Nos EUA, os ETFs de Bitcoin à vista fecharam a sessão com saídas de US$ 434,15 milhões, levando o total de entradas líquidas a US$ 54,32 bilhões. BlackRock, Fidelity e Grayscale foram entre os maiores aportes líquidos negativos.
Nos ETFs de Ethereum, saídas de US$ 80,79 milhões reduziram o fluxo líquido para US$ 11,83 bilhões. Entre os fundos, Fidelity, Grayscale e BlackRock registraram saídas, enquanto Grayscale Mini Trust e Invesco captaram fluxos positivos menores.
A leitura geral aponta para um ambiente com pressão de baixa, liquidez restrita e reavaliação de ativos de risco. As próximas semanas devem trazer novos movimentos conforme o cenário macroeconômico evolua.
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