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Moradores preocupados com plano de cabos de parque eólico

População da região expressa preocupação com tráfego, turismo e fauna diante do LionLink, rede de energia que ligaria a costa de Suffolk à Holanda, com operação prevista para 2032

PA Media Wind turbines in the sea on the horizon. A trawler is moving from left to right in the foreground.
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  • A National Grid Ventures propõe o LionLink, infraestrutura terrestre integrada a uma linha de transmissão que conectará o Reino Unido, a Holanda e um parque eólico offshore.
  • O cabo chegaria a terra em Walberswick, e uma estação de conversão de seis hectares (14 acres) seria construída perto de Saxmundham, conectando-se a uma subestação em Friston.
  • A empresa afirma que oitenta e quatro por cento da infraestrutura é offshore e que o projeto alimentaria 2,5 milhões de residências no Reino Unido.
  • O planejamento prevê coordenação com Sizewell C e Sea Link, com a estação de conversão em Saxmundham compartilhada, ouvindo as opiniões da comunidade para reduzir impactos no tráfego e no turismo.
  • A consulta pública statutory vai até 10 de março, e a ordem de consentimento de desenvolvimento deve ser apresentada ainda neste ano; se aprovado, o LionsLink pode entrar em operação em 2032.

National Grid Ventures planeja instalar infraestrutura inland para a linha de transmissão LionLink, conectando o Reino Unido, a Holanda e um parque eólico offshore. O projeto prevê trechos em terra na costa de Suffolk, no leste da Inglaterra, com o objetivo de ligar fontes de energia ao sistema nacional.

De acordo com a empresa, 84% da infraestrutura ficaria offshore e a LionLink poderia abastecer cerca de 2,5 milhões de residências no Reino Unido. A ligação envolveria uma estação de conversão de seis hectares perto de Saxmundham e o ponto de aterragem em Walberswick, conectando-se a uma subestação em Friston.

As obras devem ocorrer em paralelo com outros projetos, incluindo Sizewell C e Sea Link, que também pretendem compartilhar o site de conversão em Saxmundham. A construção seria coordenada para reduzir impactos no tráfego local e em pontos de pressão nas vias da região, segundo o diretor de construção Gareth Burden.

Conflitos e preocupações da comunidade

Comerciantes e moradores expressaram apreensão sobre tráfego, turismo e impactos na fauna e no ambiente local. Um casal de Walberswick afirmou que o projeto seria inadequado para a área, criticando a busca por lucro da concessionária. Moradores também enfatizaram a importância de preservar a natureza e a beleza da região.

Um proprietário de bosque próximo ao trajeto dos cabos destacou riscos para a fauna, especialmente em relação a um site de morcegos. A comunidade também teme interrupções significativas na visitação turística da região, que depende do fluxo de visitantes.

Outro residentediário de Walberswick ressaltou que a vila é dependente do turismo e que a obra poderia reduzir a atividade turística por até seis anos. Mesmo assim, algumas pessoas defenderam a importância de diversificar a matriz energética.

Quem conhece o caso com visão técnica, como um ex-gerente de energia da região, afirmou que os projetos energéticos são necessários, destacando a transição de fontes para o atendimento regional. A opinião pública permanece dividida quanto ao local ideal para o aterramento das linhas.

Cronologia e próximos passos

A consulta pública oficial de LionLink ocorre até 10 de março. Caso o governo aprove o projeto, a infraestrutura pode ficar pronta para operar a partir de 2032. A empresa afirma que adotará medidas para mitigar impactos locais durante a construção e buscará alinhamento com outras iniciativas na região.

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