- Em 2025, vendas de imóveis acima de R$ 3 milhões em São Paulo somaram 2.579 transações, alta de 5,87% frente a 2024, com VGV de R$ 16,2 bilhões (+8,7%).
- Zona Sul liderou em volume e VGV, com 1.106 transações e VGV de R$ 6,71 bilhões; ticket médio foi de R$ 6,07 milhões.
- Zona Oeste teve o maior crescimento, com 674 transações (+12,1%), VGV de R$ 4,06 bilhões e ticket médio de aproximadamente R$ 6,03 milhões.
- Centro registrou queda de 8,6% no VGV e 2,1% no número de transações, mesmo com ticket médio alto, em torno de R$ 7,5 milhões.
- Bairros tradicionais como Itaim Bibi, Vila Nova Conceição, Jardim Paulista e Jardim Europa seguem entre os mais vendidos; Morumbi, Vila Ida e Alto da Lapa mostram expansão.
O mercado residencial de luxo em São Paulo registrou alta nas vendas de imóveis acima de R$ 3 milhões em 2025, atingindo o maior volume financeiro já observado. O VGV (Valor Geral de Vendas) avançou 8,7%, para R$ 16,2 bilhões, com 2.579 transações, alta de 5,87% ante 2024. Os dados foram obtidos com exclusividade pela Forbes Brasil e compilados pela Pilar, a partir do ITBI da prefeitura.
A Zona Sul manteve o maior volume financeiro e o maior número de transações no ano, respondendo por R$ 6,71 bilhões em VGV e 1.106 negociações. Já a Zona Oeste registrou o maior crescimento, com VGV de R$ 4,06 bilhões e 674 vendas, impulsionados por bairros consolidados e áreas em valorização.
Zona Sul e Zona Oeste dominam o ranking
A Zona Sul liderou em volume, concentrando 1.106 transações e R$ 6,71 bilhões de VGV. O ticket médio mostrou-se estável em torno de R$ 6,07 milhões. Na Zona Oeste, 674 transações foram registradas, com VGV de R$ 4,06 bilhões e ticket médio de cerca de R$ 6,03 milhões, refletindo crescimento de 27,9% em VGV e 12,1% em negociações.
Centro e demais regiões
O Centro movimentou R$ 4,79 bilhões, com 637 vendas, apresentando queda de 8,6% no VGV e 2,1% no nº de transações. O ticket médio ficou em R$ 7,5 milhões, um dos mais altos do mercado. A Zona Leste teve queda de 12,4% em VGV (R$ 474 milhões) e 8,2% em transações (112), com ticket médio de R$ 4,24 milhões. A Zona Norte somou R$ 203 milhões em VGV e 50 vendas, alta de 24% em VGV e 22% em transações, com ticket médio de R$ 4,06 milhões.
Bairros-chave e distribuição geográfica
Entre os bairros com maior volume, destacam-se Jardim Paulista (191 vendas, R$ 5,8 milhões de ticket), Vila Nova Conceição (176, R$ 7,2 milhões) e Itaim Bibi (155, R$ 9,7 milhões). Jardim Europa aparece com 114 vendas e R$ 8,9 milhões, seguido por Pinheiros (109, R$ 6,3 milhões). Cerqueira César, Alto de Pinheiros, Campo Belo, Vila Mariana e Jardim Paulistano também aparecem entre os mais ativos.
Perspectivas e leitura de mercado
Executivos do setor destacam resiliência do alto padrão, visto como ativo seguro em cenários de instabilidade econômica. A Pilar ressalta que o segmento tende a manter demanda, especialmente por projetos com localização estratégica, qualidade e valor patrimonial ao longo do tempo.
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