- Líderes da União Europeia se reúnem em um castelo na Bélgica para discutir como competir com a China e com os Estados Unidos, diante de um order mundial cada vez mais frágil.
- A UE busca ampliar riqueza para financiar descarbonização, digitalização e defesa, em meio a tensões comerciais com Washington e restrições da China em minerais críticos.
- O encontro inclui participação de ex-primeiros-ministros Mario Draghi e Enrico Letta, que sugerem planos sobre competitividade e mercado único.
- Um ponto central é concluir o mercado único da UE até 2028, com avanços em energia, digitalização e harmonização de mercados de capitais.
- A França defende maior emissão conjunta de dívida e uma estratégia Made in Europe, enquanto a Alemanha foca em produtividade e acordos comerciais, como o Mercosul.
O Conselho Europeu se reúne nesta quinta-feira em um castelo na Bélgica para discutir como a União Europeia pode competir economicamente com a China e o que fazer frente aos Estados Unidos, aliado menos previsível, em meio ao esgarçamento do sistema global baseado em regras.
O encontro acontece no castelo Alden Biesen, no leste da Bélgica, com a presença de líderes dos 27 membros. A pauta inclui financiamento, defesa e desregulamentação, buscando fortalecer produtividade, inovação e capacidade de investimento externo.
AOPA: Em destaque, a função de Antonio Costa, presidente do Conselho Europeu, que preside as sessões. Draghi e Letta, ex-prIMEIs italianos, foram convidados para compartilhar visões sobre a competitividade e o mercado único.
Apoio técnico e críticas chegam de Bruegel: Reinhilde Veugelers questiona se a reunião trará ações concretas, além de declarações. O estudo de Draghi é visto como referência, mas a implementação permanece limitada até janeiro.
FRENTE ECONÔMICA E MEDIDAS
Draghi orienta propostas da Comissão sobre financiamento, defesa e regulação reduzida desde 2025. A avaliação de implementos mostra, segundo o Observatório Draghi, apenas 15% concluídos até janeiro, com 24% em parte realizados.
Letta aponta avanços parciais no aprofundamento do mercado único, destacando energia, digital e um mercado de capitais comum. Ele defende meta de concluir o mercado único até 2028 frente às pressões externas.
A posição francesa reivindica maior emissão conjunta de dívida para financiar investimentos e reforçar a presença europeia. Macron também pressiona por políticas “Made in Europe” com conteúdo local mínimo em compras públicas.
EUA, China e conjunto de temas
A UE tenta responder a tensões com a China, aos atritos comerciais com os EUA e a cooperação com a Rússia, ao tempo em que busca reduzir dependências estratégicas. A pauta inclui transições para decarbonização e digitalização, além da defesa comum.
A Alemanha privilegia aumento de produtividade e acordos comerciais, mantendo ceticismo quanto a novos endividamentos. Países do bloco divergem sobre caminhos, como Mercosul, que enfrenta resistência de setores agrícolas franceses.
Antes da reunião, Berlim reúne-se em Antuérpia com líderes empresariais para alinhar demandas da indústria. Executivos destacam a necessidade de menos burocracia e leis trabalhistas mais flexíveis para a competitividade.
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