- Em janeiro, o varejo brasileiro caiu 1,3% (Índice do Varejo Stone), com -5,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
- No acumulado do ano, todos os oito segmentos analisados apresentaram retração. A maior queda foi em combustíveis e lubrificantes (-15,1%).
- Apenas um segmento subiu em janeiro: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 1,4%, puxado pela deflação da alimentação no domicílio.
- Entre os itens que recuaram, destacam-se artigos farmacêuticos e combustíveis e lubrificantes (-5,6%), material de construção (-3,3%), livros, papelaria (-1,9%) e móveis (-0,3%).
- No âmbito regional, o Amapá foi o único estado com crescimento anual (2,9%), enquanto Rio Grande do Sul (-10,2%) e outros estados registraram quedas expressivas.
O varejo brasileiro registrou queda de 1,3% em janeiro, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). O recuo na atividade econômica ocorreu mesmo com um início de ano ainda marcado pela desaceleração. Na comparação com janeiro de 2025, o volume de vendas caiu 5,9%.
Entre os oito segmentos monitorados, apenas o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo mostrou alta mensal, de 1,4%, puxado pela deflação da alimentação no domicílio. Demais segmentos apresentaram quedas em janeiro, puxadas por itens farmacêuticos e combustíveis e lubrificantes (-5,6%).
A economia, embora ainda sustentada pela robustez do mercado de trabalho, sinaliza moderação. O estudo aponta condições financeiras mais restritivas, com juros elevados, crédito mais caro e endividamento elevado das famílias como fatores que limitam o consumo.
Desempenho por segmento
No acumulado do ano, todos os oito segmentos apresentaram retração. As maiores quedas ficaram com combustíveis e lubrificantes (-15,1%), artigos farmacêuticos (-7,5%) e tecidos, vestuário e calçados (-6,7%).
Outros setores também operaram em baixa: livros, jornais, revistas e papelaria (-5,5%), material de construção (-4,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-4,6%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-4,2%) e móveis e eletrodomésticos (-2,3%).
A leitura de Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, indica sinais de moderação da renda, ainda que o mercado de trabalho se mantenha relativamente firme. O consumo segue vulnerável a custos financeiros altos e ao endividamento.
Desempenho regional
No recorte por estado, apenas o Amapá registrou crescimento na comparação anual, com avanço de 2,9%. Entre as regiões com retração, o Rio Grande do Sul teve a maior queda (-10,2%), seguido por Rio Grande do Norte (-7,6%) e Amazonas (-7,3%).
Outros estados apresentaram recuos menores, entre -7% e -0,1%, com variações negativas em regiões como Santa Catarina, São Paulo, Distrito Federal e Espírito Santo. O conjunto estadual reflete o efeito da conjuntura econômica nas diferentes áreas do país.
Segundo o pesquisador, queda em estados que já haviam mostrado desempenho positivo reforça a leitura de que a atividade varejista passa por um processo de estabilização e moderação, alinhado ao cenário macroeconômico atual.
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