- Jeffrey Epstein foi cliente da JP Morgan Chase entre 1998 e 2013, sendo considerado um cliente de alto valor no private banking.
- Jamie Dimon afirmou em depoimento que não se lembrava de Epstein até as reportagens de 2019, mas os arquivos mostram centenas de documentos envolvendo Epstein vinculados ao banco.
- O banco mapeou cerca de 4.700 transações associadas a Epstein, totalizando aproximadamente US$ 1,1 bilhão, incluindo repasses a bancos russos.
- Jes Staley e Mary Erdoes aparecem nos documentos ligados ao account de Epstein, com Erdoes citada como potencial candidata a substituir Dimon no cargo.
- O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, moveu ação de US$ 5 bilhões contra Dimon e o JPMorgan, alegando discriminação por ter sido colocado em uma “lista negra” após o ataque ao Capitólio.
Jamie Dimon, CEO da maior instituição financeira dos EUA, JP Morgan Chase, foi deposto em maio de 2023 em processos contra o banco sobre vínculos com Jeffrey Epstein. Dimon disse não se lembrar de Epstein como cliente até as reportagens de 2019 denunciarem o caso.
A Cidade de Nova York e o Departamento de Justiça analisam os arquivos de Epstein, com mais de 9 mil resultados para o banco e 204 para Dimon. Epstein foi cliente da JP Morgan Chase por 15 anos, entre 1998 e 2013, nos últimos oito sob a gestão de Dimon.
Entre as informações, há registros de atividades suspeitas envolvendo Epstein que totalizam cerca de 1,1 bilhão de dólares, com repasses a bancos russos por meio da instituição. Documentos indicam envolvimento de executivos da empresa com a conta de Epstein.
Implicações para Dimon e JP Morgan
Um ex-executivo da JP Morgan, Jes Staley, contestou o depoimento de Dimon ao afirmar ter mantido contatos com ele sobre Epstein antes de 2019. Mary Erdoes, executiva da empresa, também aparece em documentos ligados ao caso Epstein.
Em 2010, um auxiliar de Epstein questionou documentos internos sobre encontros com Dimon, Staley e o ex-ministro britânico Peter Mandelson, em uma tentativa de influenciar decisões fiscais de banqueiros. Mandelson integrava o governo britânico na época.
A reputação de Dimon, já célebre pela gestão durante a crise de 2008-2009, enfrenta novos escrutínios em meio a um contexto político conturbado nos EUA, com pedidos públicos para que autoridades apurem os laços de Epstein com o banco.
Trump ingressa no cenário do caso ao processar Dimon e a JP Morgan Chase por suposta discriminação na exclusão de clientes, em uma ação movida no estado da Flórida. O processo aponta danos estimados em bilhões de dólares.
Panorama institucional
Dimon continua no comando da empresa há mais de duas décadas, mantendo a liderança ao longo de uma expansão que envolveu aquisições, adoção de criptomoedas e retorno de lucros expressivos. A JP Morgan afirma que o banco não cometeu ilegalidades.
O banco sustenta que não houve envolvimento direto de Dimon com Epstein e que o depoimento está de acordo com os papéis internos. Executivos citados, como Erdoes, são destacados como parte do processo de sucessão na liderança.
O histórico de Dimon, marcado por decisões estratégicas durante a crise financeira e pela expansão global, é visto por analistas como parte essencial da robustez da instituição. A avaliação do impacto dos novos vínculos com Epstein segue em andamento.
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