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Bilionários pretendem levar tecnologia autônoma para tudo que se move

Applied Intuition avança com software de direção autônoma para tudo que se move, enfrentando Tesla, Waymo e rivais globais

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  • A Applied Intuition, criada por Qasar Younis e Peter Ludwig, desenvolve um software de direção que pode conectar e gerenciar todos os componentes de diferentes veículos, de carros a tanques e caminhões.
  • A empresa testa seus sistemas em uma variedade de veículos na sede em Sunnyvale, incluindo um Jeep Grand Wagoneer, um caminhão baú da Isuzu e uma picape Autônoma da Ford, além de aplicações industriais de construção.
  • A Applied foca em uma plataforma única de direção autônoma para tudo que se move, com contratos cobrindo forças armadas dos Estados Unidos e fabricantes como Komatsu e Scania; clientes como Stellantis já utilizam partes do software.
  • Em 2025/2026, a empresa levantou mais de US$ 600 milhões, elevando seu valor de mercado a cerca de US$ 15 bilhões, com receita de aproximadamente US$ 800 milhões no último ano e margens brutas em torno de 80%.
  • Apesar da pressão de rivais como Tesla, Waymo, Nvidia e Wayve, a Applied mantém a aposta de aplicar a autonomia a múltiplos setores, incluindo transporte, mineração, agricultura e defesa, buscando reduzir custos com um único sistema que substitua vários módulos.

Em Sunnyvale, Califórnia, a Applied Intuition planeja levar software de direção autônoma para tudo que se move. Fundada em 2017, a empresa desenvolve um sistema operacional que conecta e gerencia os componentes eletrônicos de automóveis, caminhões, tanques e aeronaves. O objetivo é permitir que várias plataformas compartilhem a pilha de software.

Qasar Younis, CEO, e Peter Ludwig, CTO, lideram a estratégia. A dupla afirma que o software da Applied funciona como elo único entre freios, assentos, controles e computadores de bordo, abrindo caminho para veículos autônomos mais versáteis. O portfólio atual abrange desde carros de passeio até aplicações industriais e militares.

O que aconteceu e quem está envolvido

Younis mostrou, em demonstração interna, veículos como um Jeep Grand Wagoneer 2021 com sistemas da Applied. Também há um caminhão baú da Isuzu em testes rodoviários no Japão, uma carregadeira JCB Teleskid que opera sozinha e uma Ford Raptor autônoma para uso militar.

A empresa comercializa seu software principalmente para montadoras tradicionais. Stellantis fechou acordo relevante em outubro, com a Applied oferecendo seu ecossistema para integração de módulos. A proposta é simplificar a gestão de múltiplos sistemas operacionais em um único veículo.

Quando e onde ocorrem os desenvolvimentos

Os testes ocorrem no Vale do Silício, na sede da Applied em Sunnyvale, e em instalações no Japão, com parcerias de fabricantes locais. A empresa também atua no setor militar, com contratos públicos nos EUA que somam cerca de US$ 60 milhões, e colabora com fabricantes de transporte, mineração e construção.

Em junho, a empresa recebeu investimentos que elevaram seu valuation a aproximadamente US$ 15 bilhões. O aporte, de US$ 600 milhões, elevou o total captado pela companhia para US$ 1,1 bilhão. Investidores de alto peso, como BlackRock e Andreessen Horowitz, acompanham o crescimento.

Por que isso interessa

A Applied defende que o mesmo software pode governar diversos tipos de máquinas, reduzindo a necessidade de interfaces diferentes para cada setor. A promessa é oferecer custo menor por unidade quando comparado a soluções específicas para cada segmento.

A estratégia também envolve clientes militares, com acordos públicos nos EUA, e parcerias com OEMs tradicionais. A empresa explora mercados como caminhões de mineração, maquinário agrícola e veículos de defesa, além de carros de uso geral.

Desafios e cenário competitivo

Apesar da tração, o caminho é desafiador. Gigantes de software automotivo e fabricantes como Nvidia e Mobileye disputam o espaço, assim como Tesla e Waymo na esfera de direção autônoma. A Applied já observa concorrentes tanto no mundo dos carros quanto em aplicações industriais.

Entre críticas à abordagem de “autonomia para tudo”, especialistas apontam a necessidade de robustez regulatória e aceitação do consumidor para veículos autônomos de massa. A empresa ressalta que mercados com margens maiores podem favorecer a adoção gradual da tecnologia.

Trajetória dos seus fundadores

Younis cresceu perto de Detroit, estudou na GM Institute of Technology e passou pelo Google Maps. Ludwig, também de origem na área automotiva, estudou na University of Michigan e se encontrou com Younis após o Google. Ambos buscaram, juntos, transformar software em motor de inovação para mobilidade.

A dupla criou a Applied Intuition para oferecer ferramentas de simulação que repetem milhões de situações reais. O objetivo é reduzir riscos e acelerar o desenvolvimento de direção autônoma, conectando diferentes sistemas de veículos em uma única plataforma.

Perspectivas para o futuro

A Applied aposta na versatilidade de seu sistema operacional para expandir em diferentes segmentos de mobilidade. Caso a autonomia para tudo avance, empresas de mineração, agricultura e defesa podem se beneficiar de uma plataforma única de direção autônoma.

Mesmo com avanços, a indústria permanece cautelosa, exigindo testes rigorosos, padrões regulatórios e validação pública. A empresa continua investindo em pesquisa e aquisições estratégicas para ampliar seu portfólio tecnológico.

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