- FecomercioSP projeta que o turismo nacional movimente R$ 18,6 bilhões em fevereiro de 2026, alta de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando atingiu R$ 16,9 bilhões.
- O Ministério do Turismo estima 65 milhões de pessoas em todos os estados durante o Carnaval, 22% a mais que no ano passado, e mais de 40 milhões nas capitais do Carnaval (Salvador, Olinda, Recife e Rio de Janeiro).
- O impacto no PIB urbano varia por cidade: Rio de Janeiro e Salvador podem responder entre 0,3% e 0,6% do PIB anual; Recife e Olinda entre 0,4% e 0,8%.
- Os setores mais beneficiados são transporte, hospedagem, locação de veículos e alimentação, com os lançamentos de blocos impulsionando a economia antes e durante o feriado.
- Há riscos de inflação: itens da folia apresentam alta superior à inflação geral, com IPCA em 4,3% e itens de folia em 5,6%, elevando gastos com alimentação, bebidas e turismo.
O Carnaval 2026 deve movimentar a economia brasileira de forma expressiva, segundo projeções de entidades do setor. A expectativa é de recorde no turismo e no consumo durante fevereiro, aquecendo as redes de hotéis, alimentação e lazer em diversas cidades.
A FecomercioSP projeta faturamento de R$ 18,6 bilhões na temporada, alta de 10% ante 2025. A previsão considera todo o país, com números ainda mais relevantes nas capitais do Carnaval. O crescimento depende de renda, emprego e inflação em queda.
O Ministério do Turismo estima que 65 milhões de pessoas participem do período festivo em todo o Brasil. O aumento em relação ao ano anterior é de 22%, segundo informações oficiais.
Capitais do Carnaval
Salvador, Olinda, Recife e Rio de Janeiro devem concentrar mais de 40 milhões de foliões, somando visitantes e moradores locais. O estudo do IBEVAR com FIA Business School aponta Rio e São Paulo como principais destinos, com o Rio exibindo maior intensidade turística.
Segundo Felisoni, da FIA, o Rio tem forte apelo carnavalesco, enquanto São Paulo destaca o volume de consumo interno. Em Salvador e Recife, o peso do Carnaval na economia local é ainda mais expressivo.
Setores e impactos
Especialistas apontam que transporte, hospedagem, locação de veículos e alimentação devem liderar os impactos. O consumo relacionado a lazer e entretenimento tende a crescer, com efeitos positivos sobre vagas de trabalho temporárias.
O varejo deve crescer, com estimativas de ganho médio de 4,9% em 2026 frente a 2025. Em Salvador, Rio, Recife e Olinda, o setor de serviços lidera entre 60% e 75% da atividade econômica local.
Polos regionais
Os lançamentos de blocos e eventos pré-Carnaval elevam a circulação de pessoas já antes da data principal. O fluxo segue para fins de semana subsequentes, com viagens entre regiões metropolitanas e destinos nacionais.
Na Bahia, a Fecomercio aponta alta de 12,4 bilhões de reais em fevereiro. Pernambuco registra cerca de 10,79 bilhões no mês, considerando apenas mercadorias. No Rio, a Riotur estima R$ 5,7 bilhões para a economia da cidade.
Custos e riesgos
O período de folia também eleva a inadimplência em alguns indicadores, segundo o IBEVAR, com uso de crédito rotativo de cartões. O endividamento pode aumentar após o Carnaval, pressionando famílias.
Dados de Salvador indicam mais de 11 milhões de visitantes em fevereiro, com ocupação hoteleira acima de 90%. Recife projeta mais de 3,6 milhões de visitantes, estimando impacto de R$ 2,7 bilhões. Rio soma 8 milhões de foliões.
Preços e arrecadação
O movimento sugere cidades com altos gastos em itens da folia, como bebidas, fantasias e turismo. A inflação de itens de Carnaval ficou acima da média, com destaques para alimentação fora do domicílio e serviços de lazer.
A arrecadação de impostos sobre itens típicos da festa permanece elevada, segundo a ACSP. Entre os itens com maior carga tributária estão bebidas alcoólicas, fantasias e acessórios usados no Carnaval.
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