- A inflação dos EUA caiu para 2,4% em janeiro, após tarifas de Trump terem provocado flutuações de preços no ano anterior.
- O CPI subiu 0,2% de dezembro para janeiro; o núcleo do CPI avançou 0,3% no mês.
- Economistas esperavam uma leve desaceleração da inflação, mas ainda não está claro se o Federal Reserve cortará novamente as taxas de juros.
- O comitê do Fed observa o mercado de trabalho, que mostrou sinais de força em janeiro, embora as revisões de empregos de 2025 tenham sido menores.
- Pesquisas de opinião indicam queda de apoio a Trump em questões econômicas, enquanto o governo tem lançado medidas para conter o custo de vida, incluindo habitação, dívidas de cartão de crédito e preços de medicamentos.
O índice de inflação dos EUA caiu para 2,4% em janeiro, após variações puxadas em parte por tarifas aplicadas durante a administração anterior. A leitura mensal mostra alta de 0,2% de dezembro para janeiro, segundo o Bureau of Labor Statistics, que mede o índice de preços ao consumidor (CPI). O núcleo do CPI subiu 0,3% no mês, excluindo alimentos e energia.
Economistas previam uma leve desaceleração anual, com projeção de inflação em 2,5%. O levantamento ocorre em meio a sondagens que indicam desgaste da aprovação dos eleitores quanto ao desempenho econômico do governo anterior, sobretudo por impactos de tarifas sobre o custo de vida.
As oscilações de preço no último ano começaram na primavera, atingiram 3% em setembro e recuaram para 2,7% em novembro e dezembro. A leitura de janeiro alimenta a expectativa sobre o rumo da política monetária, com o Federal Reserve monitorando impactos de tarifas e o mercado de trabalho.
Perspectivas para política monetária
O Fed não cortou a taxa de juros na última reunião, e não está claro qual direção seguirá antes da próxima decisão de março. O presidente da instituição destacou que tarifas podem provocar um aumento pontual de preços, ainda que se espere estabilização depois desse choque.
O mercado de trabalho manteve sinais de força em janeiro, mesmo com revisão para baixo no total de admissões em 2025. O desempenho recente alimenta o debate sobre o ritmo de reajustes das autoridades monetárias e sobre o efeito das tarifas na inflação futura.
Na direção política, a administração anterior assumiu medidas para conter o aumento de preços, incluindo propostas relacionadas a habitação, endividamento e o custo de medicamentos. Pesquisas de opinião indicam queda na confiança dos eleitores em relação à gestão econômica, o que complica o cenário para o partido no pleito que se aproxima.
As informações oficiais sobre inflação e empregos chegam em meio a um quadro de volatilidade tarifária que, segundo autoridades, tende a se dissipar com o tempo, abrindo espaço para ajuste de políticas conforme a evolução dos preços e do mercado de trabalho.
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