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Produtores de Café Canéfora expandem lavouras no Brasil, incluindo MT

Preços elevados impulsionam a expansão do café canéfora em Mato Grosso e outras regiões, ampliando participação fora do Espírito Santo

Grãos de café
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  • O café canéfora, incluindo conilon e robusta, está se expandindo para estados que tradicionalmente produzem menos, impulsionado por preços elevados.
  • Espírito Santo continua sendo o maior produtor do país, mas Mato Grosso e Minas Gerais vêm aumentando a produção desde 2020, segundo a Conab, com MG estimando 602.200 sacas de 60 kg em 2026.
  • Os preços da canéfora atingiram recorde de US$ 5.849 por tonelada há cerca de um ano; desde então recuaram, mas permanecem elevados em relação aos patamares históricos.
  • Mato Grosso busca elevar a produtividade, inspirando-se em Rondônia, com média atual de 23 sacas por hectare e meta de chegar a 50 sacas por hectare.
  • Ceará, Acre e Pará aparecem agrupados como “outros” com previsão de 118.700 sacas em 2026; Ceará avalia cultivar conilon e robusta amazônico, com expectativa de mil a cinco mil hectares plantados.

As variedades de café canéfora, incluindo conilon e robusta, avançam para áreas do Brasil que tradicionalmente produzem pouco desse grão. O movimento acompanha a elevação dos preços, segundo líderes do setor, pesquisadores e autoridades.

O Brasil continua sendo o maior produtor de café arábica, mas se aproxima do Vietnã na produção de canéfora, usada para espresso e café solúvel. A Espírito Santo concentra a maior parte da produção, especialmente de conilon.

Desde 2020, estados novos como Mato Grosso e Minas Gerais passaram a ampliar a produção, conforme dados da Conab. A elevação de área plantada vem acompanhada de avanço na área de cultivo fora do eixo tradicional.

Expansão por estados

Mato Grosso, um grande polo agrícola, mira o que Rondônia já faz com o “robusta amazônico”. A ideia é elevar a produtividade de 23 para cerca de 50 sacas por hectare, segundo agrônomos.

A previsão da Conab aponta maior colheita de canéfora em Mato Grosso neste ano, chegando a 298.700 sacas de 60 kg, ante 158.400 em 2020. A mudança mostra o impacto dos preços elevados.

No Ceará, o estado avalia cultivar tanto conilon quanto robusta amazônico, com foco em exportação. A meta é chegar a mil hectares de conilon até 2026, podendo alcançar 5.000 hectares de área plantada, conforme avaliação de autoridades locais.

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