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Desigualdade salarial de gênero no Reino Unido pode levar 30 anos para fechar

O hiato salarial de gênero no Reino Unido não deve fechar até 2056, com déficit médio de £2.548/ano (12,8%), segundo a TUC; nova lei pode exigir planos de equidade.

‘Women can’t afford to keep losing out,’ said Paul Nowak, of the Trades Union Congress.
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  • A lacuna de remuneração entre homens e mulheres no Reino Unido é de 12,8% e o diferencial anual é de £2,548, segundo a Trades Union Congress (TUC).
  • Em ritmo atual, o fechamento da diferença não deve acontecer até 2056; as mulheres teriam trabalhado quase um mês e meio de graça neste ano.
  • As desigualdades são maiores em alguns setores: educação registra 17% a menos para as mulheres, enquanto finanças e seguros chegam a 27,2%.
  • A TUC cita a Lei de Direitos no Trabalho, proposta pelo Labour, como passo para enfrentar a lacuna e outros direitos trabalhistas, incluindo a proibição de contratos por tempo zero.
  • Pesquisas indicam que a lacuna pode ter sido subestimada por mais de vinte anos, conforme estudo da British Journal of Industrial Relations.

Ogap de remuneração entre mulheres e homens no Reino Unido não deve se fechar até 2056 se a tendência atual permanecer, aponta relatório do Trades Union Congress (TUC). O estudo destaca o tamanho da desigualdade salarial entre os gêneros.

Segundo o TUC, a diferença média de ganhos é de 12,8% ao longo do ano, o que corresponde a cerca de 2.548 libras a menos por pessoa por ano. Em setores específicos, o desequilíbrio é ainda maior.

O levantamento aponta que, neste ano, as mulheres teriam trabalhado quase um mês e meio sem remuneração efetiva por conta da disparidade salarial. O trecho enfatiza o impacto direto sobre o orçamento familiar.

Desempenho por setor e medidas propostas

O relatório cita variações setoriais, com educação registrando 17% de diferença e finanças e seguros chegando a 27,2%. A TUC defende ações mais firmes para reduzir o gap.

Alega ainda que a Lei de Direitos no Trabalho, proposta pelo Labour, pode atuar sobre a desigualdade. A norma visa banir contratos de zero horas abusivos e obrigar empresas a publicar planos de ação para equidade salarial.

O estudo ressalta que a gravidade do problema pode ser subestimada. Pesquisadores da British Journal of Industrial Relations indicaram que dados oficiais não capturam toda a extensão da desigualdade.

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