- Geely e BYD impulsionam carros elétricos na Argentina, beneficiados pela decisão do governo Milei de abrir cotas de importação sem tarifas.
- O ritmo do mercado argentino começou a ganhar força no segundo semestre de 2025, com a Geely lançando o primeiro EV da marca no país e mirando crescimento em 2026.
- Consumidores argentinos veem preços competitivos e redução de custos de manutenção como atrativos, além de qualidade, desempenho e design dos elétricos chineses.
- Infraestrutura de recarga ainda está inicial; há acordo com a ChargeBox e aumento de pontos, mas a demanda supera a oferta, com atuação também em cidades do interior.
- Segundo Olacde, em 2025 o Brasil manteve a liderança em estações públicas de recarga (14.827), seguido por México, Chile, Colômbia e Uruguai, enquanto a Argentina fica atrás.
A Argentina ganhou impulso no mercado de veículos elétricos com a sinalização do governo de que importações do segmento podem ter cotas sem tarifas. A medida, defendida pela administração de Javier Milei, tem sido aproveitada principalmente pela BYD. Geely também mira expansão no país em 2026.
A entrada de carros elétricos no país ganhou força no segundo semestre de 2025, um atraso em relação a vizinhos. Dados de 2025 apontam que a América Latina somou 632.992 veículos elétricos vendidos, com Brasil liderando o ranking local.
Geely apresentou o primeiro carro 100% elétrico na Argentina no fim de 2024 e projeta acelerar a marca em 2026. O representante local indica que o consumidor argentino encara o veículo elétrico como novidade, mas há atrativos de preço e manutenção.
Para o setor, a infraestrutura de recarga é o principal desafio. O país ainda não ganhou uma rede de pontos de recarga em grande escala, o que dificulta a adoção em maior escala, segundo o empresário local.
A parceria da Geely com a ChargeBox facilita recargas rápidas, mas o desenvolvimento depende de políticas de importação estáveis. Em cidades do interior, o interesse é maior por manter custos de manutenção baixos e uso diário intenso.
Segundo dados da Olacde, 2025 marcou o Brasil com maior número de estações públicas, seguido por México, Chile, Colômbia e Uruguai. Em termos regionais, a infraestrutura ainda é um fator determinante para ampliar vendas.
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