- Analista Mike McGlone, da Bloomberg Intelligence, afirma que o Bitcoin pode cair a US$ 10 mil se o preço fechar abaixo de US$ 64 mil, o que abriria espaço para uma nova queda deflacionária.
- Ele aponta que o dinheiro está migrando para apostas ligadas à IA e fora de ativos digitais, associando o movimento a um ciclo pós‑inflação de deflação.
- A relação de Bitcoin com ações de tecnologia aumenta o risco: se o segmento tecnológico sofrer com temores de IA, o Bitcoin pode acompanhar a pressão.
- Em fevereiro saíram aproximadamente US$ 678 milhões de ETFs de Bitcoin, em meio a um recuo que começou em novembro, mas os ativos sob gestão permanecem bem superiores aos níveis anteriores à aprovação.
- Existem visões diversas: alguns modelos on‑chain apontam piso próximo de US$ 55 mil, enquanto a tese de McGlone prevê uma limpeza mais severa, diferente do cenário de 2018 ou 2022. Além disso, o projeto Bitcoin Hyper levanta mais de US$ 31 milhões na pré‑venda, com preço de US$ 0,0136751 e recompensas de staking de até 37%.
Bitcoin pode cair para US$ 10 mil, aponta analista de peso; cenário aumenta cautela no mercado
Um analista veterano alertou sobre um possível colapso acentuado no preço do Bitcoin, apontando para uma possível baixa para US$ 10 mil. A avaliação reflete uma queda de cerca de 85% a partir dos níveis atuais e é apresentada como um dos avisos mais severos já feitos ao ativo.
O estrategista cita a necessidade de um ajuste de realidade no setor cripto, com recursos saindo do que chama de “trade AI” para ativos digitais. Segundo ele, o ciclo de deflação pós inflação costuma afetar mais fortemente ativos mais especulativos.
Bitcoin ligado a ações de tecnologia
A análise destaca a estreita ligação entre Bitcoin e ações de tecnologia. Ao longo do tempo, essa correlação já ajudou o desempenho do Bitcoin, mas, em cenário de aperto tecnológico por receios de disrupção de IA, pode atuar como fator de risco, arrastando o avanço da criptomoeda.
Cenário de referência para o preço
O analista aponta o nível de US$ 64 mil como ponto-chave no momento. Fechamento abaixo desse patamar abriria a possibilidade de uma movimentação deflacionária mais profunda, potencialmente até US$ 10 mil. Observa que quedas desse porte exigem um reset macro semelhante aos impactos de 2018 ou 2022.
Liquidez de ETFs e fluxos
Estimativas apontam saída de cerca de US$ 678 milhões de fundos de Bitcoin ETFs em fevereiro, ampliando um recuo que começou em novembro. Contudo, o indicador de ativos sob gestão permanece superior aos níveis anteriores à aprovação, de modo que um recuo total não ocorreu.
Alguns modelos on-chain sugerem um piso de bear market mais moderado, próximo de US$ 55 mil. A diferença na leitura entre modelos reforça a visão de um unwind mais agressivo, segundo o analista citado.
Movimentos de ativos de risco
O analista também aponta que a demanda por ativos de refúgio como ouro e prata tem registrado operações de venda agressiva, indicando que a liquidez estaria sendo retirada de ativos de risco de maneira ampla. Nesse ambiente, o Bitcoin não estaria imune.
Bitcoin Hyper apresenta ideia distinta
Em contrapartida, um projeto específico busca perfurar o cenário macro com foco em rapidez e utilidade on-chain. O Bitcoin Hyper, um protocolo de camada 2 voltado ao Bitcoin, já arrecadou mais de US$ 31 milhões em sua pré-venda, com o token HYPER cotado a US$ 0,0136751 antes do próximo ajuste de valor. As recompensas de staking chegam a 37%.
Caso o Bitcoin permaneça meses debatendo se sustenta ou não os US$ 64 mil, o Bitcoin Hyper surge como alternativa que pode avançar independentemente do ruído macro.
Observação sobre a principal fonte
Mike McGlone, principal rosto da Bloomberg Intelligence, é mais pessimista em relação ao Bitcoin. Embora tenha acertado algumas projeções de longo prazo, suas previsões específicas para o BTC nem sempre se confirmaram dentro do cronograma.
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