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Doador de Trump critica deslocalização, fecha fábrica em Ohio para China

Conn Selmer planeja transferir a maior parte da produção de East Lake para a China, colocando 150 empregos em risco

Donald Trump, right, shakes hands with John Paulson during a meeting of the Economic Club of New York on 12 November.
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  • A Conn Selmer planeja transferir a maior parte da produção da fábrica de East Lake, Ohio, para a China até o fim de junho de 2026, eliminando cento e cinquenta empregos.
  • O movimento foi anunciado durante negociações do novo contrato com o sindicato United Auto Workers (UAW) Local 2359, que representa os 150 empregados, que foram informados de que a fábrica seria fechada sem negociação.
  • Trabalhadores dizem que o offshoring é um ataque ao sindicato e apontam que a empresa já abriu uma unidade na China no ano passado, deslocando parte da produção para lá.
  • John Paulson, bilionário de hedge funds e apoiador de Donald Trump, já criticou o offshoring e defendeu manufatura doméstica em entrevistas, o que torna o anúncio controverso entre os trabalhadores.
  • O sindicato realizou um comício em fevereiro em Eastlake para tentar salvar a fábrica, enquanto a empresa afirma que a mudança tornará a produção mais competitiva e que mantém compromisso com a manufatura nos Estados Unidos.

John Paulson, bilionário e um dos primeiros apoiadores de Donald Trump, planeja transferir grande parte da produção de uma planta de East Lake, Ohio, para a China, conforme anúncio interno da Conn Selmer. A decisão enfrenta forte resistência dos trabalhadores.

A Conn Selmer é a maior fabricante norte-americana de instrumentos de.brasso e orquestra. A empresa informou que o fechamento deve eliminar 150 empregos até o fim de junho de 2026, com a maior parte da produção deslocada para a China. O anúncio ocorreu durante as negociações sindicais.

Reação dos trabalhadores e contexto

O Local 2359 do UAW, que representa os 150 operários, foi informado sobre o fechamento ao iniciar as negociações do novo acordo coletivo no mês passado. A diretoria sindical descreveu a ausência de negociação e confirmou o fechamento.

Robert Hines, presidente do UAW Local 2359, afirmou que a empresa iniciou com uma avaliação negativa durante a bargaining e que não houve espaço para negociação. Os trabalhadores acusam o offshoring de atacar o sindicato e a base local de empregos.

Conforme relatos, a Conn Selmer abriu uma unidade na China no ano passado e gradualmente transferiu parte da carga de trabalho para lá. Trabalhadores relatam qualidade inferior de vergalhões de bronze importados, com necessidade de retrabalhos.

Posicionamentos e desdobramentos

Paulson, conhecido por apostas contra o mercado imobiliário em 2008, tornou-se um importante doador de Trump e atuou em comissões econômicas durante a primeira campanha. Em 2024, arrecadou mais de 50 milhões de dólares para o presidente.

Hines lembrou que Paulson já criticou offshoring publicamente e disse que a decisão contradiz o discurso pró fabricação doméstica defendido pelo bilionário. O sindicalista afirmou que a mudança pode ser revertida, se houver intervenção adequada.

Em fevereiro, o sindicato realizou um ato em Eastlake para pressionar pela manutenção da planta. Um vídeo com depoimentos de trabalhadores reforçou a apreensão local sobre o fechamento e o impacto na comunidade.

A Casa Branca não respondeu a pedidos de comentário, e a Conn Selmer não comentou as críticas do sindicato. A empresa frisou que, se o acordo for confirmado, parte da produção será transferida ao exterior para aumentar a competitividade.

A direção da planta disse que a medida atende às demandas atuais do mercado, mantendo o compromisso de fabricar nos Estados Unidos há mais de 150 anos. O impacto econômico para a região de East Lake permanece como ponto de preocupação.

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