- Grupo investe R$ 22 milhões para o Jardim Nacional, novo espaço no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, em contrato de locação de dez anos.
- Salão principal tem cerca de 1.500 metros quadrados de área de evento e 500 metros quadrados de hall, no modelo “casa vazia” que permite que marcas e agências escolham fornecedores.
- Espaço menor, para até 300 pessoas, em formato “plug and play” com serviços de alimentação, bebida e estrutura já incluídos; modelo ainda está em fase de teste.
- Expectativa é realizar cerca de cento e vinte eventos por ano no salão grande e até duzentos e quarenta no espaço menor, com breakeven em até três anos; para o espaço grande, seriam necessários aproximadamente noventa e seis eventos anuais.
- Projeto surge para atender demanda de eventos corporativos em centro de São Paulo, após décadas de concentração na zona norte e na zona sul; obras duraram cerca de 16 meses e preservaram elementos originais do edifício.
Em meio a uma recuperação de interesse pela região central de São Paulo, um grupo de empresários anuncia investimento de R$ 22 milhões em um novo espaço para eventos na Avenida Paulista. O projeto Jardim Nacional ocupará parte do Conjunto Nacional, edifício tombado, e visa atrair eventos corporativos de médio e grande porte com dois salões independentes.
O espaço principal terá cerca de 1.500 metros quadrados de área de evento, mais um hall de 500 metros, e funcionará no modelo de casa vazia: o aluguel do espaço permite que marcas e agências escolham seus fornecedores de cenografia, técnica e alimentação. O segundo salão, menor, é projetado para formatos plug and play, com serviços já incluídos.
O investimento ocorre em contrato de 10 anos no Conjunto Nacional, com possibilidade de renovação. A aposta busca atender a demanda estimada de São Paulo por eventos de maior porte, número que o grupo compara com o volume mensal de cerca de 15.000 eventos corporativos no Brasil.
Objetivo do Jardim Nacional e modelo de negócios
Segundo os investidores, a cidade padece de espaços com vão livre de aproximadamente 1.000 metros quadrados e pé-direito alto, necessários para formatos maiores. O grupo pretende realizar até 120 eventos anuais no salão principal e até 240 no espaço menor, permitindo dois eventos no mesmo dia em formato compacto.
O projeto, ainda em fase de estreia, foi desenvolvido para oferecer flexibilidade de formatos e personalização de fornecedores, diferentemente de muitas casas que concentram serviços. A expectativa de retorno aponta para um prazo de até três anos, com breakeven já discutido como meta conservadora.
Histórico, atividades e perspectivas de expansão
Antes do Jardim Nacional, o grupo atuava em hospitalidade de alto padrão para jogos e shows por meio da marca Backstage Mirante, com operação de maior faturamento porém margens menores. A presença no Parque Mirante, próximo ao Allianz Park, respalda a estratégia de crescimento cuidadosa.
A direção avalia que o histórico de projetos concluídos ajuda a sustentar a viabilidade financeira do novo empreendimento. Em 18 a 24 meses de operação, o grupo aponta como meta alcançar a manutenção financeira estável, considerando cenários de ocupação mais conservadores.
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