- Peter Waddell, de 59 anos, foi afastado da empresa Big Motoring World, baseada em Kent, em meio a um alegado golpe envolvendo rivais e investidores privados.
- O empresário afirma ter sido removido da presidência após um plano para que uma investigação concluísse que ocorreram “eventos demissionários” passíveis de demissão.
- A Big Motoring World tinha cerca de 525 funcionários, receitas de £ 371 milhões e lucro de £ 6,6 milhões em 2021; em 2022, a investidora privativa Freshstream passou a deter aproximadamente um terço do negócio.
- Waddell é acusado de ter feito observações racistas e misóginas, incluindo ter chamado um colega hindu de “Hyundai”; ele nega as acusações ou diz que foram tiradas de contexto.
- Segundo a defesa, a investigação foi iniciada no início de 2024 e o empresário afirma ter sido excluído sem ser ouvido; o processo ainda está em andamento no tribunal.
Peter Waddell, empresário de venda de carros usados, afirma ter sido forçado a deixar a presidência da Big Motoring World em meio a um suposto “golpe” envolvendo rivais e investidores de private equity. O processo corre na alta corte, com a empresa baseada em Kent, no sul da Inglaterra.
Segundo a ação, Waddell foi afastado como CEO por conspiradores que teriam desenhado um plano para que uma investigação de supostos erros graves resultasse em demissão. O magnata permanece como acionista majoritário do grupo, porém não ocupa mais o cargo.
A controvérsia envolve acusações de conduta inadequada, incluindo supostos comentários racistas e sexistas, como a identificação de um colega hindu com a marca Hyundai. Waddell nega as acusações ou diz que parte delas foi mal interpretada.
O caso divulga que a Big Motoring World foi criada com 525 funcionários, teve receitas de 371 milhões de libras e lucro de 6,6 milhões em 2021. Em 2022, o grupo recebeu investimento da Freshstream, com opção de compra das ações restantes de Waddell.
Waddell afirma que o descenso nas vendas no início de 2024 motivou investidores e colegas a planejar a retirada dele do controle. A investigação interna da empresa, iniciada em 2024, não o teria ouvido formalmente durante o processo.
O escritório de advocacia de Waddell sustenta que o conjunto de ações dos investidores em março e abril de 2024 foi inadequado e resultou na expulsão indevida dele. A defesa destaca que as alegações de conduta seriam de alto potencial prejudicial à empresa.
Os advogados de Freshstream e dos executivos do grupo dizem que a narrativa de um complô de 18 meses não corresponde aos fatos, ressaltando que as acusações são graves e que a direção atuou para manter a integridade do negócio. O tribunal analisa o conjunto de evidências e depoimentos.
A audiência segue em andamento, com testemunhas previstas para depor sobre o conteúdo das acusações e o andamento do processo. Não há conclusão anunciada até o momento e o desfecho depende das comprovações apresentadas.
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