- Royal Mail afirmou que o mau tempo, incluindo as tempestades Goretti, Ingrid e Chandra em janeiro, somado ao alto número de afastamentos por doença, prejudicou as rotas de entrega.
- Segundo a BBC, relatos de mais de uma dúzia de funcionários de diferentes áreas de entrega indicam que as rondas são perdidas quase que diariamente e cartas ficam sem entrega há semanas.
- A empresa disse que, quando há atraso em uma rota, oferece apoio extra e monitora o desempenho diariamente para restaurar as entregas o quanto antes, ressaltando que pacotes ocupam mais espaço que cartas.
- Trabalhadores teriam afirmado que entregas de pacotes são priorizadas em relação às cartas, acusação que a Royal Mail nega, explicando que grandes volumes de pacotes concentram-se nos depósitos e aumentam o risco à saúde.
- O contexto envolve a aquisição da IDS pelo bilionário Daniel Křetínský e a tensão com o sindicato CWU, além de multas recentes do regulador Ofcom por não cumprir metas de entrega.
Royal Mail informou que o atraso na entrega se deve a tempo ruim e ao alto número de trabalhadores doentes. A empresa aponta que a demanda por encomendas tem sido maior que a capacidade de atendimento em várias rotas.
Segundo relatos à BBC, mais de uma dúzia de funcionários de diferentes postos de entrega confirmaram que as rondas são ignoradas diariamente e cartas ficam sem entrega por semanas. A empresa nega que entregas de pacotes estejam sempre priorizadas em relação às cartas, mas admite acúmulo de pacotes.
Atrasos são atribuídos a clima adverso, incluindo as tempestades Goretti, Ingrid e Chandra em janeiro, e a faltas por doença têm impactado a operação. A companhia afirma que, quando uma rota é afetada, intervem com apoio extra e monitoramento diário para retomar as entregas rapidamente.
Contexto financeiro e regulatório
A organização diz que pacotes ganham espaço nos depósitos e nos veículos, o que reduz a disponibilidade de espaço para cartas. Os trabalhadores já manifestaram preocupação com o possível impacto da priorização de encomendas no serviço de cartas.
O IDS, controlador da Royal Mail, foi adquirido em uma operação de 3,6 bilhões de libras por Daniel Křetínský, no último ano. O sindicato CWU, que apoiou a fusão, expressou frustração com o novo proprietário e descreveu a empresa como estando em crise.
Desempenho e fiscalização
A Citizens Advice indicou falhas na entrega de cartas e cartões para cerca de 16 milhões de pessoas durante o período de Natal. Em resposta, a IDS informou aos investidores que 99% dos itens foram entregues dentro do prazo no último trimestre, com aumento de 1,6% na receita anual para 2,4 bilhões de libras e 424 milhões de pacotes entregues, enquanto as cartas registraram queda de 9%.
Em julho, a Ofcom aprovou a redução de entrega de correspondência de segunda classe aos sábados, alterando para dias úteis alternados. O preço da carta de primeira classe subiu para 1,70 libra, e a de segunda classe chegou a 0,87 libra.
Situação atual
Em outubro, a Ofcom multou a Royal Mail em 21 milhões de libras por descumprimento das metas de entrega, a terceira maior multa já aplicada pela agência. O CWU foi contatado para comentar, sem prazo divulgado.
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