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Ex-sócio do Master, Augusto Lima teve ascensão rápida e fim precoce no banking

Alvo de nova operação da Polícia Federal, ex-sócio do Master ganhou espaço com o Credcesta e cartão consignado; banco foi liquidado

Augusto Lima fala em sessão especial na Assembleia Legislativa da Bahia; cerimônia conferia o título de Cidadã Baiana à ex-ministra, ex-deputada federal e esposa de Lima, Flávia Carolina Peres Lima
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  • Ex-sócio do Master, Augusto Lima, dono do Banco Pleno, é alvo de nova operação da Polícia Federal nesta quinta-feira (18).
  • O Credcesta, cartão consignado para servidores públicos, foi lançado em 2018 e levou o negócio a 24 estados e 176 municípios; o Banco Central autorizou Lima a ter instituição financeira própria em julho de 2025.
  • O caminho até o centro do caso Master envolveu estruturas empresariais opacas e costuras políticas, segundo apuração da Folha, com ligações a gestores de recursos e operações associadas ao grupo.
  • O Pleno enfrentou dificuldades de captação e não conseguiu sustentar a operação, sendo liquidado pelo Banco Central em fevereiro deste ano.
  • Lima foi preso em 17 de novembro do ano passado na Operação Compliance Zero e, atualmente, está em casa com tornozeleira eletrônica.

Augusto Lima, ex-sócio do grupo Master, voltou a ser alvo de atuação policial nesta quinta-feira (18). A Polícia Federal realiza nova fase da operação ligada ao chamado compliance zero, investigando supostas fraudes associadas ao Credcesta, cartão consignado para servidores públicos.

Lima ficou conhecido por consolidar o Credcesta a partir de 2018, abrindo atuação para 24 estados e 176 municípios, após parceria com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A autoridade许可 para ele manter sua própria instituição veio em julho de 2025. Em seguida, o grupo enfrentou dificuldades de captação de recursos.

A trajetória envolve a participação do Banco Pleno, instituição criada pelo ex-sócio, que foi liquidada pelo Banco Central em fevereiro de 2026. O Banco Pleno teve o Credcesta como um de seus pilares, mas, segundo investidores e fontes, já não conseguia cumprir obrigações, elevando a pressão por uma solução de mercado.

No andamento da apuração, Lima permaneceu com o Voiter, empresa ligada ao grupo Master, em meio a investigações que já miravam supostas fraudes em carteiras de crédito vendidas para o BRB. Quatro meses após a autorização do BC para o banco próprio, as investigações se intensificaram, levando à liquidação do Pleno.

O empresário foi preso pela primeira vez em 17 de novembro do ano anterior, na Operação Compliance Zero. Atualmente, ele cumpre medidas cautelares em casa, com uso de tornozeleira eletrônica, enquanto permanecem os mandados de busca e apreensão contra seus negócios. A defesa não respondeu aos questionamentos da reportagem.

De origem humilde em Salvador, Lima formou-se em economia e, antes de chegar ao setor financeiro, atuou em atividades como venda de abadás. A partir de 2001, criou a Terra Firme, empresa que funcionava como correspondente de instituições financeiras, abrindo caminho para a consolidação de redes de crédito associadas ao Credcesta.

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