- Pesquisa com 500 adultos de todas as regiões mostra que 42% têm dificuldade em criticar, avaliar ou sugerir melhorias no trabalho de terceiros.
- Ainda, 72,6% dos entrevistados se consideram bons comunicadores, enquanto 27,2% reconhecem dificuldade frequente ao se expressar.
- Entre as situações, 32,2% têm mais receio ao receber críticas e 42% têm mais dificuldade em oferecer esse retorno.
- Outros 36,2% relatam receio ao cobrar prazos ou resultados; 34% enfrentam obstáculos ao dizer não ou discordar da liderança.
- O estudo da Conquer tem margem de erro de 3,3 pontos percentuais e confiabilidade de 95%.
A pesquisa da escola de negócios Conquer mostra que o feedback negativo é um dos maiores desafios no ambiente de trabalho no Brasil. Quarenta e dois por cento dos brasileiros afirmam ter dificuldade para criticar, avaliar ou sugerir melhorias no trabalho de outras pessoas. O levantamento ouviu 500 adultos com mais de 18 anos, em todas as regiões do país, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais.
Mesmo com esse retrabalho para apontar falhas, a autopercepção é de boa comunicação. Cerca de 72,6% dos entrevistados dizem se comunicar com clareza e segurança no dia a dia profissional. Apenas 27,2% reconhecem dificuldade frequente ao se expressar.
Feedback negativo expõe receios
Entre as situações que geram desconforto, o feedback negativo lidera. Para 32,2% dos entrevistados, o desafio está em receber críticas. Já 42% apontam maior dificuldade em oferecer esse retorno.
Além disso, 36,2% indicam receio ao cobrar prazos ou resultados. Outros 34% dizem enfrentar obstáculos ao dizer não ou discordar da liderança. A pesquisa evidencia que a comunicação assertiva se fragiliza em situações de tensão ou conflito.
Comunicação é vista como ponto forte
Apesar das dificuldades pontuais, a maioria avalia positivamente a capacidade de comunicação. Sete em cada dez brasileiros se consideram bons comunicadores no trabalho, segundo o estudo.
Mudar de cenário profissional ajuda a entender por quê. Entre as lições atribuídas a líderes, estão comunicar com clareza e objetividade (59,2%), ouvir ativamente (56,2%) e demonstrar empatia (51,6%).
Esses aprendizados também impactam a comunicação fora do ambiente corporativo. Cerca de seis em cada dez participantes acreditam que treinamentos práticos de comunicação os tornariam mais preparados para situações difíceis.
Além disso, 51,2% defendem feedbacks mais estruturados por parte das lideranças, e 44,2% citam a necessidade de métodos e ferramentas para conduzir conversas desafiadoras.
Como líderes são avaliados
Ao analisar a comunicação de seus superiores, os profissionais demonstraram satisfação moderada. 27,4% consideram seus líderes sempre claros, abertos e respeitosos, enquanto 49% avaliam que a comunicação funciona bem na maior parte do tempo.
Ainda assim, 42,1% dizem que os líderes precisam melhorar na escuta e na consideração de outros pontos de vista. Outros 28,2% apontam falhas na frequência e clareza dos feedbacks, e 27,8% mencionam falta de orientações objetivas.
“Falhas de comunicação acontecem, inclusive com líderes atentos”, afirma Juliana Alencar, diretora de marketing da Conquer. “A comunicação é uma habilidade treinável, que evolui com abertura para feedback e clareza de expectativas.”
O estudo reforça que o feedback negativo continua sendo um tema sensível nas relações de trabalho, mesmo entre profissionais que se veem como bons comunicadores.
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