- A Natura vendeu a Avon Rússia para o Grupo Arnest por 2,5 bilhões de rublos, cerca de R$ 170 milhões, encerrando o processo de simplificação corporativa iniciado há cerca de três anos e meio.
- Com a operação, a empresa foca seu crescimento na América Latina, consolidando a versão brasileira do negócio e a integração na região.
- Analistas apontam que a Natura deve acelerar a integração das operações na Argentina e no México, além de relançar a Avon no Brasil no primeiro semestre de 2026.
- A venda da Avon Rússia era o último passo do plano de simplificação para otimizar portfólio e aumentar eficiência operacional.
- O novo ciclo de crescimento pode incluir dividendos em 2026 e 2027, conforme avaliação dos analistas vinculados ao banco Santander.
A Natura anunciou a venda da Avon Rússia para o Grupo Arnest, por 2,5 bilhões de rublos, cerca de 170 milhões de reais na cotação de terça-feira. O negócio encerra o processo de simplificação da empresa, iniciado há cerca de três anos e meio.
Em nota, a Natura afirmou que a operação consolida o foco no crescimento na América Latina. O CEO João Paulo Ferreira disse que a empresa entra em um “novo capítulo” com foco em eficiência e geração de valor.
Analistas veem a etapa como conclusão da simplificação e apontam próximos movimentos: acelerar a integração na Argentina e no México, relançar a Avon no Brasil e avaliar dividendos em 2026 e 2027. A Avon Rússia era considerada o último ativo a ser desinvestido.
Novo capítulo e próximos passos
No Brasil, o relançamento da Avon está previsto para o primeiro semestre de 2026, com portfólio renovado e nova comunicação, segundo avaliação de mercado. A operação de integração na Argentina e no México deve ganhar ritmo em 2026.
A Onda 2, processo de integração, encerrou no quarto trimestre de 2025. Analistas destacam que a matriz priorizará economia de custos com o novo modelo operacional, já com impacto esperado ao longo de 2026.
Mercado acompanha a evolução da estratégia, com foco na maturação das operações na Argentina e no México e na definição de dividendos futuras. A Natura não emitiu novas aplicações de capital além das já previstas para 2025.
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