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Palácio em Marrakech: Schwab moveu US$27,7 milhões para Epstein antes da prisão

Transferência de US$ 27,7 milhões via Charles Schwab para comprador marroquino ocorreu dias antes da prisão de Epstein, visando o palácio Bin Ennakhil

Late financier and convicted sex offender Jeffrey Epstein is seen in this image from the U.S. Justice Department’s file of Epstein, released by the House Oversight Committee Democrats
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  • Em junho de 2019, Southern Trust, empresa de Epstein, mandou cerca de 11,15 milhões de euros (aproximadamente 12,7 milhões de dólares) a Marc Leon, em Marrakesh, via Charles Schwab, para a compra do palácio Bin Ennakhil; a transferência foi posteriormente revertida.
  • No dia seguinte, a Schwab recebeu nova ordem de pagamento para outra transferência maior, assinada por Epstein, no entanto, a conta não tinha fundos suficientes devido à reversão anterior.
  • Em 4 de julho de 2019, pouco antes da prisão de Epstein, a Schwab enviou 14,95 milhões de dólares para a mesma pessoa, em conta no Julius Baer, na Suíça, ainda que os recursos do primeiro envio não tivessem retornado.
  • A Schwab registrou, em relatório de atividade suspeita (SAR), preocupações com transferências internacionais ligadas a Epstei e com o risco de fuga, e afirmou que o caso abriu investigações internas e levou ao encerramento da relação.
  • O palácio Bin Ennakhil não ficou vazio: foi vendido a outra compra, segundo o corretor Marc Leon.

O que aconteceu: a Charles Schwab movimentou cerca de US$ 27,7 milhões em nome de Jeffrey Epstein para um corretor imobiliário no Marrocos, visando a compra de um palácio em Marrakesh, nos 10 dias anteriores à prisão do financista, em 2019. A operação incluiu uma ordem de pagamento com recursos com insuficiência.

Quem está envolvido: Epstein, sua empresa Southern Trust, o contador Richard Kahn, o corretor Marc Leon e a Schwab em operações vinculadas a contas abertas para Epstein. A transação também envolveu a Julius Baer, banco suíço, onde as ordens foram registradas.

Quando e onde: as movimentações ocorreram entre 26 de junho e 9 de julho de 2019, com o fechamento formal de tentativas de transferência logo após a prisão de Epstein, em julho de 2019. O Morroco envolvido foi Marrakesh, na negociação do palácio Bin Ennakhil.

Por quê: as transferências visavam facilitar a compra do Palácio Bin Ennakhil, descrito como uma propriedade de alto padrão com hammam, fontes e jardins. Epstein instruía associados a mover fundos para esse negócio específico, segundo documentos do DOJ.

Como aconteceu: Schwab abriu três contas para Epstein em abril de 2019, incluindo uma para Southern Trust. Entre junho e julho de 2019, foram instruídas transferências de euros equivalentes a milhões de dólares para contas em regiões como a Suíça, com tentativas de cancelamento de ordens subsequentes.

Dados relevantes: Epstein e seus associados chegaram a solicitar a transferência de 11,15 milhões de euros em 26 de junho de 2019, que acabou sendo revertida. Uma segunda ordem, assinada por Epstein, autorizou envio de 14,95 milhões de dólares em 4 de julho, embora a conta ainda tivesse fundos pendentes.

Posicionamento das instituições: Schwab destacou ter notificado autoridades competentes sobre a atividade suspeita e afirmou ter encerrado relações com Epstein dentro de 60 dias de início da revisão. A instituição não comentou detalhes de políticas específicas.

Situação atual: o Palácio Bin Ennakhil não permanece disponível; segundo o corretor Marc Leon, já foi vendido a outro comprador. Não houve indicação de responsabilização direta da Schwab ou de outras partes envolvidas até o momento.

Contexto regulatório: o relatório de atividades suspeitas (SAR) foi registrado pela Schwab e encaminhado ao FinCEN, destacando preocupações com transferências ligadas a operações de compra de imóveis e riscos de fuga. A imprensa acompanhou o caso dentro do quadro de investigações federais em curso.

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