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Créditos fiscais de até R$ 1,9 bi beneficiam Assaí, dizem analistas

Assaí pode recuperar até R$ 1,9 bi em créditos de PIS/Cofins; Itaú BBA eleva preço-alvo e analistas veem impulso para as ações

Rede Assaí acumulou créditos tributários sobre bebidas frias desde 2015, quando o governo federal alterou o regime de cobrança do PIS/Cofins no segmento. Monetização já começou e deve somar ao menos R$ 750 milhões até dezembro
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  • Assaí identificou estoque de créditos de PIS/Cofins sobre bebidas frias, com potencial de monetização de até cerca de R$ 1,9 bilhão nos próximos dois anos.
  • Itaú BBA elevou o preço-alvo da ação de R$ 10 para R$ 11, mantendo recomendação de compra, com valorização prevista de 16,2% sobre o fechamento anterior.
  • Em janeiro, já foram convertidos em caixa R$ 100 milhões por meio de compensação com outros tributos; a gestão projeta monetizar ao menos R$ 750 milhões adicionais até dezembro.
  • O prazo crítico para homologação pela Receita Federal é até 31 de dezembro de 2026; sem aval, o direito pode caducar com a reforma tributária e a substituição do PIS/Cofins pela CBS.
  • O Assaí tem 312 lojas e projeta 317 no fim de 2026, com receita bruta de R$ 86,7 bilhões; há pressões setoriais sobre rentabilidade devido à expansão de competidores e abertura de lojas.

O Assaí recebeu atenção de analistas após identificar um estoque de créditos fiscais de PIS/Cofins sobre bebidas frias, com potencial de monetização nos próximos dois anos. O montante estimado chega a cerca de R$ 1,9 bilhão, segundo relatório do Itaú BBA, que elevou o preço-alvo das ações.

A rede de atacado, liderada pelo CEO Belmiro Gomes, informou que parte dos créditos já pode ser convertida em caixa. Em janeiro, R$ 100 milhões foram revertidos por meio de compensação com tributos federais. A avaliação do Itaú BBA aponta impacto positivo potencial, sujeito a homologação da Receita Federal.

Origem dos créditos

A controvérsia tem origem em 2015, quando houve alteração do PIS/Cofins sobre bebidas frias, migrando de sistema monofásico para plurifásico. O Assaí sustenta que paga o tributo embutido no preço de cada caixa e tem direito a recuperar esses valores. A Receita Federal ainda não confirmou posição final.

O banco estima que R$ 1,5 bilhão sejam retroativos e R$ 380 milhões possam ser gerados ao longo de 2026. A monetização deve ocorrer de forma gradual, reduzindo o desembolso de caixa ao longo do tempo, segundo a companhia.

Perspectivas e riscos

O prazo crítico de homologação é 31 de dezembro de 2026. Sem aval, o direito pode caducar com a reforma tributária e a transição para a CBS. A transição, segundo o Itaú BBA, pode ampliar a margem bruta em até 15 pontos-base a partir de 2027, sob condições de não repasse de custos.

Entre 2027 e 2028, a empresa tem aproximadamente R$ 6,2 bilhões em dívidas a vencer. Para mitigar isso, a rede reduziu de 10 para 5 o número de inaugurações previstas em 2026. O quarto trimestre de 2025 apontou melhoria de margem e ganho de participação de mercado, segundo analistas do BB Investimentos.

Situação operacional e cenário de mercado

O Assaí soma 312 lojas e projeta chegar a 317 ao fim de 2026, com receita bruta estimada em R$ 86,7 bilhões. A conjuntura setorial, com concorrentes em expansão, tem pressionado margens e rentabilidade. A Sendas Distribuidora também confirmou movimentos de crescimento, incluindo parcerias e expansão de serviços.

Entre os maiores acionistas estão Orbis Invest, com 11,57%, seguido por Dynamo, BlackRock, Conifer Management e Wishbone Management, conforme levantamento do BB Investimentos. O tema dos créditos fiscais continua sob monitoramento de investidores e do mercado.

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