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Eliminação de tarifas recíprocas por Trump é vitória parcial para o México

Suprema Corte dos EUA derruba parte dos aranceles recíprocos; Trump impõe tarifa global de dez por cento, ampliando incerteza para México, principal parceiro comercial

Vista aérea del Puerto de Manzanillo, en abril de 2025.
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  • A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou grande parte dos aranceles “recíprocos” propostos por Donald Trump, o que representa uma vitória a meio para o México.
  • Trump respondeu com a imposição de um arancel global de 10% sob a seção 122, aumentando a pressão sobre a economia mexicana.
  • O México paga atualmente 25% em aranceles, sob a Lei de Poderes de Emergência de 1977 (IEEPA), mas esses tarifas não se aplicam a itens cobertos pelo TMEC; ainda há incerteza sobre descontos sob o TMEC.
  • Mais de oitenta por cento das exportações mexicanas já entravam nos Estados Unidos livres de arancel, graças ao TMEC, o que reduzia a vantagem relativa de outros países.
  • Mesmo com a decisão, países continuam sob tarifas setoriais, como cobre, automóveis, alumínio, aço, semicondutores, entre outros, e o cenário de relações comerciais permanece incerto.

O Supremo dos Estados Unidos derrubou grande parte dos aranceles recíprocos promovidos por Donald Trump, abrindo espaço para uma resposta com tarifas globais. O anúncio impacta México, maior parceiro comercial dos EUA, e aumenta a incerteza econômica regional. A decisão ocorre pouco antes de eleições no país.

Com a decisão, Trump já prometeu aplicar um arancel global de 10% sob a seção 122 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo rápido de imposição de barreiras a importações. A medida mira equilibrar o que o governo vê como desequilíbrios comerciais.

Para o México, a situação é duvidosa. A economia mexicana depende fortemente do mercado americano, respondendo por mais de 80% de suas exportações, cerca de 534,8 bilhões de dólares. As tarifas globais podem reduzir a vantagem competitiva frente a outras nações.

A situação atual do México

Hoje, o país paga 25% de tarifa em certas importações sob a Lei de Potências de Emergência de 1977, mas esse encargo não vale para itens que entrem via TMEC. A maior parte das exportações já ocorria sem tarifa, segundo dados oficiais.

A eliminação das tarifas para muitos países reduz a vantagem mexicana. Além disso, continuam vigentes aranceles setoriais que atingem cobre, automóveis, autopeças, aço, alumínio, madeira e semicondutores, entre outros.

Reações e possíveis desdobramentos

Analistas destacam que o recuo dos aranceles recíprocos pode pressionar a posição mexicana na relação comercial com os EUA. A depender de novas decisões, o país pode enfrentar tarifas adicionais sob outras bases legais.

Especialistas apontam que Trump ainda tem opções legais para impor tarifas, fora dos aranceles recíprocos. Leis como a de Comércio de 1974 e a legislação de 1962 podem ser utilizadas para novas medidas.

Fontes do setor industrial observam que o veredito da Suprema Corte pode reacender pressões sobre a relação México-EUA. O setor alerta que a remoção parcial de tarifas pode desincentivar a atração de investimentos à indústria mexicana.

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