- Congresso do Peru votou pela destituição do presidente Jose Jeri, em meio a um escândalo de corrupção, abrindo caminho para a eleição prevista para 12 de abril.
- José Balcázar fue eleito presidente interino até a posse do novo governante em 28 de julho; Balcázar é deputado de linha esquerda.
- Mesmo com a instabilidade política, os mercados reagiram pouco, com os títulos soberanos estáveis e câmbio relativamente calmo.
- Analistas destacam que a economia dependente de cobre e a credibilidade do banco central ajudam a sustentar a percepção de menor risco.
- O pleito de abril envolve muitos candidatos, com incerteza sobre o apoio necessário para eventual segundo turno; a ausência de coesão eleitoral pode complicar o quadro.
Peru vive mais uma troca de liderança neste mês, com o Congresso destituindo o presidente Jose Jeri e nomeando Jose Balcazar como interino até a posse do próximo mandatário em 28 de julho. A decisão ocorreu diante de um escândalo de corrupção que envolveu o chefe de Estado em exercício, quatro meses após seu mandato.
Apesar da turbulência, os mercados reagiram de forma contida. Investidores parecem descolados dos remanejamentos presidenciais e mantêm avaliação de risco estável para a economia peruana, fortemente dependente de commodities.
O governo interino de Balcazar assume com promessa de eleições justas e transparência sobre o calendário eleitoral, segundo declarações feitas após a confirmação no plenário. O banco central e a política econômica passam a ter continuidade sinalizada aos agentes do mercado.
Contexto político e institucional é intenso, com um cenário de muitos candidatos às eleições de abril. O país também definirá a composição do Senado em 60 cadeiras, em retorno ao sistema bicameral. Analistas destacam o desafio de coesão entre partidos.
Mercado de dívida local continua robusto, com títulos em dólares negociados próximo a níveis de referência. A perspectiva de continuidade macroeconômica, aliada à credibilidade institucional, sustenta a demanda por papel peruano entre investidores regionais.
Entre os candidatos que aparecem no radar, destaca-se o favorito Rafael López Aliaga, aliado a um bloco conservador, enquanto Keiko Fujimori concorre ao lado de outros nomes relevantes. A dispersão de apoios pode dificultar uma vitória direta já no primeiro turno.
Analistas ressaltam que, se as eleições forem vistas como críveis, o mercado tende a olhar para a economia real em vez da política, mantendo o apetite por ativos peruanos e reduzindo a percepção de risco.
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