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Três engenheiros do Vale do Silício presos por roubo de dados Google para o Irã

Três engenheiros do Vale do Silício são presos nos EUA por roubar segredos do Google para o Irã e obstrução de Justiça

Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 — Foto: CHARLES PLATIAU/Reuters
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  • Três engenheiros do Vale do Silício foram presos na quinta-feira (19) por roubo de segredos comerciais do Google e de outras empresas de tecnologia para enviar ao Irã; a acusação inclui obstrução de Justiça.
  • Entre os presos estão Samaneh Ghandali, 41 anos; Soroor Ghandali, 32 anos; e Mohammad Khosravi, 40, marido de Samaneh; Samaneh e Soroor já trabalharam no Google, Khosravi na Empresa 2, segundo a denúncia.
  • Os acusados teriam usado seus cargos para acessar informações confidenciais e transferi-las para locais não autorizados, incluindo dispositivos de trabalho, locais pessoais e o Irã.
  • Documentos, como segredos ligados à segurança de processadores e criptografia, teriam sido transferidos para plataformas de terceiros e copiados para dispositivos pessoais e de trabalho.
  • O casal teria tentado ocultar as ações com declarações juradas falsas, destruído arquivos e fotografado telas de computadores; o caso segue para o tribunal em 20 de fevereiro de 2026.

Três engenheiros do Vale do Silício foram presos na quinta-feira (19) sob acusação de roubar segredos comerciais do Google e de outras grandes empresas de tecnologia para enviá-los ao Irã. A denúncia aponta obstrução de justiça e uso de cargos para acessar informações confidenciais.

Entre os réus estão as irmãs Samaneh Ghandali, 41, e Soroor Ghandali, 32, além de Mohammad Khosravi, 40, marido de Samaneh. Samaneh e Soroor teriam trabalhado no Google antes de atuarem na chamada “Empresa 3”; Khosravi, na “Empresa 2”.

Samaneh e Soroor teriam transferido centenas de arquivos confidenciais do Google para canais de comunicação com contatos identificados na denúncia, enquanto ainda estavam na empresa. Os arquivos teriam sido copiados para dispositivos pessoais e para equipamentos da empresa 2 e da empresa 3.

Posteriormente, os réus teriam ocultado as ações com declarações juramentadas falsas e destruído registros. A acusação também aponta que fotografaram telas de computadores com informações sigilosas em vez de transferi-las digitalmente.

O Ministério Público dos EUA afirma que, após a detecção de atividades no Google, a ex-funcionária assinou uma declaração negando o compartilhamento de informações e, posteriormente, o casal passou a pesquisar formas de excluir dados de evidência. Em seguida, retomaram o acesso a segredos armazenados em dispositivos pessoais.

A denúncia descreve que, na véspera de viajar ao Irã, Samaneh teria fotografado cerca de 24 telas com dados da “Empresa 2” no computador de Khosravi. No Irã, um dispositivo pessoal associado a Samaneh acessou as imagens; Khosravi também acessou informações confidenciais.

O FBI destacou a gravidade das ações, apontando traição de confiança e medidas para evitar detecção. O caso é visto como proteção da inovação e da segurança nacional. O procurador Craig H. Missakian enfatizou o compromisso com a responsabilização de quem rouba tecnologia.

O trio retorna ao tribunal no dia 20 de fevereiro de 2026 para definição de representação legal perante a juíza Susan van Keulen. A denúncia sustenta que, se condenados, podem receber penas que chegam a 10 ou 20 anos de prisão, além de multas significativas. O processo envolve a Seção de Segurança Nacional do distrito norte da Califórnia, com investigação do FBI.

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