- Azul encerrou a reestruturação sob o Chapter 11 após quase nove meses, com redução de dívida em US$ 2,5 bilhões e alavancagem de 2,4 vezes, o menor nível da história.
- United Airlines aportou US$ 100 milhões; American Airlines assinou compromisso de investir mais US$ 100 milhões, sujeito à aprovação do Cade.
- O plano de reorganização foi aprovado em 19 de dezembro de 2025 e já entrou em vigor; a United passa a atuar como sócia e a American fará aportes adicionais.
- O reforço do balanço ocorreu com emissão de ações de US$ 850 milhões, incluindo os US$ 100 milhões da United, e emissão de títulos de saída de US$ 1,375 bilhão, o que reduziu a dívida e os custos de locação.
- Em janeiro de 2026, a Azul detinha 28,3% do mercado doméstico, ocupando o terceiro lugar, com atuação em mais de 130 cidades, 250 rotas e frota de cerca de 175 aeronaves.
A Azul encerrou o processo de reestruturação financeira sob o Chapter 11 com avanços significativos em seu balanço. A empresa consolidou a redução de dívida e reduziu custos de locação, abrindo caminho para crescimento com novos parceiros.
O plano de reorganização foi aprovado pela Justiça dos EUA em 19 de dezembro de 2025 e saiu do papel após menos de nove meses de tramitação. O objetivo principal foi desalavancar a empresa para ampliar operações e fortalecer a posição no mercado.
John Rodgerson, CEO da Azul, afirma que a alavancagem caiu para 2,4 vezes, o menor nível já registrado. A companhia destacou a entrada de novos parceiros, incluindo United e American Airlines, com aportes relevantes.
Parcerias estratégicas e aportes
A United Airlines aportou 100 milhões de dólares na conclusão do processo, mantendo-se como parceira de longa data da Azul. A American Airlines, por sua vez, comprometeu-se a investir mais 100 milhões, sujeito à aprovação do Cade.
O capital adicional, somado a outros instrumentos, reforçou o balanço da Azul. A empresa informou ter captado 850 milhões de dólares em novos investimentos, com emissão de títulos de saída na casa de 1,375 bilhão.
O objetivo é ampliar a capacidade de crescimento da empresa, mantendo foco em segurança e pontualidade, segundo o executivo. A Azul aponta que, no último ano, transportou 33 milhões de clientes e projeta crescimento neste ano.
Reestruturação, dívidas e operações
A Azul reduziu juros anuais em mais de 50% com a reestruturação, além de reduzir a dívida total de empréstimos e arrendamentos em aproximadamente 2,5 bilhões de dólares. A dívida de arrendamento de aeronaves recuou 36%.
O respaldo de credores e arrendadores foi essencial, incluindo AerCap e outros fornecedores. O apoio jurídico veio de Davis Polk & Wardwell, White & Case e Pinheiro Neto Advogados, com suporte financeiro da FTI Consulting e Guggenheim Securities.
Estão programmadas entrevistas coletivas para a próxima segunda-feira, quando executivos da Azul detalharão a saída do Chapter 11. O comitê estratégico da empresa passou a contar com novos membros, incluindo o próprio Rodgerson.
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