- Francesca Onody, vítima de abuso financeiro, ficou sem casa e sem recursos depois que o marido sabotou seguros e contas; ele morreu em uma explosão no imóvel.
- A ordem de reposição de imóvel foi suspensa após a intervenção do Guardian, que trouxe à tona o caso.
- A ministra da Cidade, Lucy Rigby, entrou em contato com Onody para ouvi-la pessoalmente e discutir medidas de apoio a sobreviventes.
- A organização de caridade Surviving Economic Abuse também participará da reunião para discutir estratégias contra abuso financeiro.
- Autoridades pedem reformas legais urgentes e orientação da Financial Conduct Authority para ajudar sobreviventes a reconstruir a vida com mais segurança.
Francesca Onody, vítima de abuso financeiro, foi convidada a orientar o governo sobre medidas de apoio a sobreviventes após a reportagem do Guardian na última semana. O objetivo é evitar que pessoas na mesma situação enfrentem desfechos semelhantes.
O caso ocorreu após anos de violência psicológica e financeira por parte do marido, Malcolm Baker. Onody ficou sem casa e sem recursos quando Baker, segundo a denúncia, encerrou seguros do casal e esvaziou as contas do negócio comum durante o processo de divórcio. A ordem de reposição da hipoteca foi suspensa somente após a intervenção da imprensa.
A experiência de Onody mobilizou autoridades. Lucy Rigby, ministra da City e secretária-executiva do Tesouro, contatou-a após ler a história, dizendo ter ficado comovida com o caso e destacando-o como exemplo da gravidade do abuso econômico.
A funcionária pública pretende reunir-se com Onody para ouvir de perto suas experiências e discutir medidas para impedir que outras vítimas cheguem à destituição. A instituição Surviving Economic Abuse também comparecerá ao encontro.
Rigby ressalta o compromisso governamental com o tema. Ela afirma que o combate ao abuso econômico é parte da estratégia de inclusão financeira recentemente publicada e que o objetivo é evitar que vítimas como Francesca tenham que enfrentar situações extremas.
Onody disse ter sido falha pela atuação de autoridades e de prestadores de serviços financeiros ao buscar ajuda. Ela afirma que abusadores manipulam termos e condições de instituições para ampliar o controle. Se possível, ela pretende ajudar a evitar que outras famílias passem pelo que viveu.
A Surviving Economic Abuse lembra que abusadores podem usar produtos e serviços financeiros para manter controle mesmo após o divórcio. A organização ressalta a necessidade de profissionais de serviços financeiros identificarem sinais de abuso e oferecerem suporte adequado aos clientes.
Sam Smethers, CEO da ONG, reforça a urgência de reforma legislativa para fechar lacunas que os abusadores exploram. Ele sustenta que a Autoridade de Conduta Financeira deve emitir diretrizes para orientar as empresas a apoiar sobreviventes conforme as regras existentes, como caminho para a recuperação de mulheres e crianças afetadas.
Entre na conversa da comunidade