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Governo projeta R$ 14 bi em tarifas sobre mil produtos, celulares incluídos

Governo prevê R$ 14 bilhões a mais na arrecadação com aumento de tarifas sobre mil produtos, incluindo smartphones, elevando custos para indústria e consumidores

Smartphones estão entre os produtos afetados pelo aumento do imposto de importação — Foto: Naine Carvalho/ Rede Amazônica
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  • Governo estima arrecadar R$ 14 bilhões a mais neste ano com o aumento da tarifa de importação sobre mais de mil produtos, para proteger a indústria nacional.
  • A elevação chegou a até 7,2 pontos percentuais e atingiu bens de capital, informática e telecomunicações, incluindo smartphones, freezers e painéis com LCD ou LED.
  • Importadores criticam a medida, dizendo que reduz a competitividade e pode impactar a inflação; governo afirma ser medida moderada e necessária para reequilibrar preços.
  • Há abertura para pedidos temporários de redução da alíquota a zero até 31 de março, com concessão provisória de até 120 dias.
  • Principais origens de importação são Estados Unidos, China, Singapura e França; o ajuste visa reduzir vulnerabilidade externa e incentivar conteúdo local.

O governo projeta uma arrecadação adicional de R$ 14 bilhões neste ano com o aumento do imposto de importação sobre mais de mil itens, medida anunciada no início de novembro para proteger a indústria nacional. A elevação vale para bens de capital e de informática e telecomunicação.

A Fazenda justificou que a entrada de produtos importados está em níveis que ameaçam a cadeia produtiva e podem provocar retrocessos tecnológicos no país. Importadores apontam impacto na competitividade e potential inflação. Governo afirma que efeito no IPCA deve ser baixo e defasado.

A decisão, que elevou a taxação de alguns itens em até 7,2 pontos percentuais, busca reequilibrar preços relativos e reduzir a vulnerabilidade externa. Segundo o governo, a medida está alinhada com movimentos de proteção setorial observados em outros países.

Quem está envolvido

O Ministério da Fazenda divulga que as tarifas atingem bens de capital, informática e telecomunicação. O governo sustenta que a medida é moderada e focalizada, para reequilibrar preços e conter a pressão de importados.

Representantes do setor de importação contestam o impacto sobre a competitividade e a inflação. O setor defende flexibilizações temporárias para reduzir efeitos sobre cadeias produtivas e custos ao consumidor.

Impactos anunciados

O ministério informa que, apesar do reajuste, há abertura para pedidos de redução temporária da alíquota, com validade até 31 de março e concessão por até 120 dias. A expectativa é evitar aumento generalizado de preços.

Especialistas ouvidos mencionam que o efeito total dependerá de renegociações de preço e de substituições locais. A avaliação do governo é de que ganhos de produtividade podem compensar parte do custo adicional.

Produtos afetados

Entre os itens com tarifas elevadas estão smartphones, televisores, freezers, painéis LCD/LED, máquinas de impressão e robôs industriais. Outros itens listados abrangem turbinas, motores, geradores e equipamentos de laboratório.

A lista completa reúne mais de mil produtos, incluindo equipamentos para mineração, construção, indústria de panificação e fiação têxtil. Parte das tarifas já está em vigor, com o remanescente começando em março.

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