- Luyu Zhang, CEO da startup de IA Dify, mudou-se da China para os Estados Unidos no ano passado e atua em Menlo Park; a empresa foca em infraestrutura de IA com código aberto.
- A Dify tem cerca de 100 funcionários, atende mais de 280 clientes corporativos (incluindo Volvo, Thermo Fisher Scientific e Novartis) e já levantou US$ 30 milhões, com avaliação de US$ 180 milhões.
- Zhang afirma que para competir globalmente é essencial estar no Vale do Silício, mesmo em meio a controles de exportação mais rígidos sobre chips de IA e tensões entre EUA e China.
- Ele cita a estratégia “origem na China + operação no exterior” e observa que muitas equipes-chave permanecem na China, enquanto áreas como vendas são contratadas no exterior.
- Controvérsias existem: investidores evitam startups com capital chinês e há receio regulatório, mas Zhang defende que startups de IA devem participar da arena global independentemente de onde foram criadas.
Luyu Zhang, empresário chinês, deixou a escola na infância para seguir a programação e hoje comanda a Dify, startup de IA. No ano passado, ele mudou da China para os EUA e atua em Menlo Park, com foco no Vale do Silício.
A Dify oferece uma interface para criar aplicações de IA sem exigir extensa codificação. A empresa emprega 100 pessoas, atende 280 clientes corporativos e já é lucrativa, com clientes como Volvo, Thermo Fisher Scientific e Novartis.
Recentemente, a empresa captou US$ 30 milhões, elevando a avaliação para US$ 180 milhões, em rodada liderada pela HSG e fundos asiáticos.
Imigração de empreendedores chineses
Zhang integra um grupo de fundadores chineses que transferem famílias e negócios para os Estados Unidos, mesmo diante de controles de exportação de chips de IA. Investidores destacam esse movimento como parte de um ecossistema global de IA.
A investidora Lake Dai diz que, nos últimos dois anos, pelo menos 100 empreendedores chineses discutiram transferência para os EUA. O capital externo tem recuado na China, ampliando esse movimento para fora do país.
Sobre a Dify
A Dify funciona como uma ponte para desenvolvedores criarem IA por meio de uma interface, sem longas linhas de código. A equipe principal de engenharia permanece na China, com operações de suporte e vendas espalhadas pelo exterior.
Zhang descreve a estratégia como origem na China com operação no exterior, citando a possível aquisição da Manus pela Meta como modelo de referência. O negócio busca competir no Vale do Silício, considerado a arena de maior competição em IA.
Sobre Luyu Zhang
Zhang cresceu em Anhui e saiu da escola cedo, tornando-se prodígio da programação. Em 2018 assumiu liderança de produto na Tencent. Em 2022 conheceu IA generativa, criou a Dify e decidiu se mudar para acompanhar o ritmo da indústria.
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