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Gleisi critica apurações sobre impactos do fim da escala 6×1

Gleisi critica avaliações sobre o fim da escala 6x1, que pode elevar inflação e desemprego, segundo estudos de confederações e consultorias

Ministra rebate estudos que apontam aumento de custos para as empresas, e diz que setores terão tratamento diferenciado (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)
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  • Gleisi Hoffmann criticou apurações da imprensa sobre impactos do fim da escala 6×1, citando estudos que alertam para inflação e desemprego.
  • Correntes de comércio, indústria e consultorias apontam custo de cerca de R$ 267 bilhões ao ano para pequenas e médias empresas, além de aumento de 22% no custo da hora trabalhada e possível alta da informalidade.
  • A ministra destacou matérias do Valor Econômico, e criticou veículos como Estadão e Folha de S. Paulo, dizendo que impactos negativos não serão generalizados e dependerão do setor.
  • O governo sustenta que haverá legislação considerando características de setores distintos, especialmente dos pequenos empreendedores, defendendo foco no direito à vida além do trabalho.
  • O projeto tramita no Congresso com apoio do governo; há pressão para votação em plenário até maio, mas PL e União Brasil tentam adiar até após as eleições, para evitar derrota.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou nesta terça-feira (24) apurações da imprensa sobre os impactos do fim da escala 6×1 na economia brasileira. Ela reagiu a estudos de sociedades de comércio e indústria e consultorias que apontam aumento da inflação e do desemprego com a mudança na jornada de trabalho.

Relatos de custos elevados, especialmente para pequenas e médias empresas, e o possível aumento da informalidade foram citados por veículos de imprensa e entidades setoriais. Entre as projeções, há estimativa de 267 bilhões de reais anuais em custos para empresas e um repasse de 22% no custo da hora trabalhada, segundo a FecomercioSP.

Gleisi afirmou, em redes sociais, que setores ouvirem-se pelos veículos de imprensa se apresentam como avançados na economia, mas defendem modelos trabalhistas do passado. A crítica também atingiu veículos como Estadão e Folha de S. Paulo, conforme a ministra, que sustenta impactos não generalizados, com efeitos diferenciados conforme o setor econômico.

A ministra ressaltou que o governo busca uma legislação que considere as especificidades de diferentes setores, principalmente os pequenos empreendedores. Segundo ela, não se pode permitir que ganhos de alguns se sobreponham ao direito da maioria a condições de vida dignas além do trabalho.

Em outra publicação, Gleisi questionou a linha de manchetes de veículos que, segundo ela, distorceriam números. Ela citou ainda estudo do IPEA indicando que a economia suportaria a mudança para 40 horas semanais, comparando com mudanças históricas de horários já adotadas no país.

A proposta tramita no Congresso, com apoio do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a colocou como uma de suas prioridades para o último ano de mandato. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que pretende levar o texto ao plenário até maio, após ouvir a sociedade.

Por outro lado, há resistência de grupos políticos, com ações do PL e do União Brasil para segurar a votação pelo menos até após as eleições de outubro. Um jantar entre lideranças partidárias e representantes do setor empresarial discutiu a estratégia para adiar o andamento da matéria.

A ideia central do texto em discussão é alterar a Constituição para reduzir a jornada semanal de seis para cinco dias de trabalho, com dois dias de descanso. A pauta envolve propostas apresentadas por Erika Hilton e Reginaldo Lopes, que visam reconfigurar a norma vigente.

O tema do fim da escala 6×1 tem sido alvo de mobilizações de centrais sindicais e deve ocupar os discursos do 1º de Maio deste ano, colocando o tema no centro das agendas sindicais e políticas.

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