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Novas tarifas de Trump desviam o foco para balança de pagamentos; economistas não veem crise

Tarifas temporárias de 15% visam supostamente sanar déficit de balanço de pagamentos, mas economistas contestam a existência de crise e apontam riscos legais

U.S. President Donald Trump holds a chart next to U.S. Secretary of Commerce Howard Lutnick as Trump delivers remarks on tariffs in the Rose Garden at the White House in Washington, D.C., U.S., April 2, 2025. REUTERS/Carlos Barria//File Photo/File Photo
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  • Donald Trump reintroduz tarifas temporárias de 15% para substituir as impostas sob a Suprema Corte, sob a seção 122 da Lei de Comércio de 1974, com início de cobrança a meia-noite de terça-feira.
  • As novas tarifas buscam resolver suposto déficit na balança de pagamentos, considerado por muitos economistas inexistente, o que pode abrir caminho para novos questionamentos jurídicos.
  • A cobrança sob a seção 122 permite impostas de até 15% por até 150 dias sobre todos os países, para enfrentar déficits significativos na balança de pagamentos.
  • Economistas divergentes: alguns dizem que não há crise de balanço de pagamentos; outros sugerem que o déficit em conta corrente e a posição internacional podem justificar a medida, conforme interpretações diferentes.
  • Departamento de Justiça já argumentou anteriormente que a seção 122 não seria aplicável a déficits comerciais, o que pode expor as tarifas a contestações legais; grupos ligados a empresas têm monitorado possíveis ações.

O presidente Donald Trump anunciou, nesta semana, tarifas temporárias de 15% para substituir as declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal dos EUA. A medida busca abordar suposto déficit na balança de pagamentos, segundo o governo, mas economistas divergem sobre a existência de uma crise.

As novas tarifas, que entram em vigor a partir da meia-noite de terça-feira, são amparadas pela seção 122 do Trade Act de 1974, um instrumento raramente utilizado. O governo sustenta que o defícit em conta corrente é relevante para justificar a medida.

A equipe de Trump afirma que o objetivo é reduzir um déficit anual de 1,2 trilhões de dólares no comércio de bens e reverter o cenário de saída de recursos. A reação inicial inclui observações de especialistas ao redor do tema.

Contexto econômico e visões de especialistas

Alguns economistas contestam a existência de uma crise na balança de pagamentos dos EUA, destacando que o país mantém inflação flutuante do dólar e bons rendimentos de títulos. A discordância central envolve a definição de crise vs. déficit comercial.

Outros analistas ponderam que déficits grandes podem justificar medidas de proteção, ainda que a equivalência entre déficit em conta corrente e crise de balanço de pagamentos varie conforme o regime cambial e o financiamento externo.

Questões legais e possíveis desdobramentos

A Justiça já havia argumentado anteriormente que a seção 122 não seria adequada para tratar de déficit comercial, o que abre espaço para novos litígios. Advogados especializados avaliam que a estratégia pode enfrentar contestações no judiciário.

Organizações empresariais e o escritório de advocacia que representam pequenos negócios disseram acompanhar de perto a tramitação, com foco na possível devolução de encargos cobrados indevidamente. O desfecho legal ainda está em aberto.

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