- O GPA sinalizou dúvidas relevantes sobre continuidade operacional após prejuízo no quarto trimestre e déficit de capital de giro.
- A empresa adotou medidas para mitigar riscos com dívidas vencendo em 2026, incluindo alongamento de prazos, cortes de despesas e monetização de créditos fiscais.
- A dívida líquida em relação ao Ebitda ficou em 2,4 vezes ao fim de 2025, ante 1,6 vez em 2024; a dívida líquida atingiu 2,08 bilhões de reais.
- O prejuízo líquido anual caiu para 824 milhões de reais em 2025, frente perda de 2,41 bilhões em 2024, mas a liquidez continua entre as preocupações.
- O novo CEO, Alexandre Santoro, disse que as prioridades são gerar fluxo de caixa operacional, manter disciplina financeira e melhorar a experiência do cliente, com simplificação da estrutura corporativa.
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou que o prejuízo no quarto trimestre e o déficit de capital de giro levantam dúvidas relevantes sobre a continuidade operacional da companhia. A empresa divulgou que a administração já adotou medidas para mitigar riscos ligados aos elevados vencimentos de dívida previstos para 2026 e manter a operação estável.
Segundo o GPA, as ações incluem alongamento de prazos de pagamento, corte de custos e despesas financeiras, além da monetização de créditos fiscais. As informações foram apresentadas nas notas explicativas do resultado do quarto trimestre.
Entre os indicadores, a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda subiu para 2,4x ao fim de 2025, ante 1,6x em 2024. A dívida líquida totalizou R$ 2,08 bilhões (US$ 403,6 milhões), frente R$ 1,39 bilhão no ano anterior.
Apesar de reduzir o prejuízo líquido anual para R$ 824 milhões em 2025, frente prejuízo de R$ 2,41 bilhões em 2024, a liquidez permanece como preocupação central para a empresa. Em janeiro, Alexandre Santoro assumiu o cargo de CEO e destacou três prioridades para estabilizar o negócio: geração de fluxo de caixa operacional, disciplina financeira e melhoria da experiência do cliente.
O GPA também atua na simplificação de estrutura e processos corporativos, visando reduzir despesas e aumentar a agilidade diante do cenário competitivo do varejo brasileiro. Santoro informou que as medidas buscam manter a continuidade das operações enquanto há dúvidas sobre o desempenho futuro de longo prazo.
Entre na conversa da comunidade