- A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça autorização para cruzar dados entre as investigações do banco Master e as fraudes contra aposentados do INSS,Shapes visando mapear fluxos financeiros e desvios que podem chegar a até R$ 6 bilhões.
- A atuação de Mendonça devolveu autonomia à PF, ampliarando o número de peritos autorizados a analisar dispositivos e documentos apreendidos, o que acelera as apurações.
- A frente sobre a venda do banco ao BRB está na fase final, com conclusão prevista para meados de março; pode incluir pedidos de indiciamento e definir se o processo fica no STF ou vai para instâncias inferiores.
- A PF investiga se uma equipe ligada ao dono do Master contratou cerca de quarenta influenciadores para atacar o Banco Central e autoridades financeiras, buscando evidências de pagamentos e contratos.
- Existe também a linha de lavagem de dinheiro com fundos de investimento ligados ao Master, cruzando informações com a Operação Carbono Oculto para entender a origem dos recursos.
A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do STF, autorização para cruzar dados do caso do banco Master com as fraudes contra aposentados do INSS. O objetivo é verificar se o banco geriu recursos desviados da Previdência Social.
A PF sustenta que pode existir um ecossistema de fraudes interligadas. Fundos geridos pelo Master teriam recebido recursos descontados indevidamente de aposentados. O cruzamento de dados visa mapear fluxos, operadores e estruturas usadas para movimentar o dinheiro.
A investigação sobre a venda do Master ao BRB ganhou fôlego após Mendonça assumir a relatoria. Ele restabeleceu autonomia à PF, ampliando o grupo de peritos autorizados a analisar dispositivos e documentos apreendidos.
A frente que investiga a venda do Master está na fase final, com prazo de conclusão previsto para meados de março. A suspeita é de ativos inflados e uso de informações financeiras falsas para a negociação com o BRB.
Avanços na investigação sobre o banco Master
Outra linha analisa a participação de influenciadores digitais. A PF investiga uma equipe ligada ao dono do Master, Daniel Vorcaro, que teria contratado cerca de 40 criadores para pressionar o Banco Central e reguladores após a liquidação do banco, em 2025.
Rastreama-se pagamento de contratos e o uso das redes para influenciar decisões do sistema financeiro, com foco em evidências de irregularidades. As apurações visam entender se houve coordenação para pressionar autoridades.
Possíveis ligações com o crime organizado
A PF também verifica se o Master foi usado para lavagem de dinheiro via fundos de investimento suspeitos. O cruzamento de dados envolve a Operação Carbono Oculto, que apontou esquema bilionário de adulteração de combustíveis associado ao crime organizado.
De acordo com as apurações, estruturas financeiras complexas podem ter sido usadas para ocultar a origem ilícita de recursos. As informações são analisadas para definir possíveis indícios de participação de organizações criminosas.
Conteúdo baseado em apurações da Gazeta do Povo. A matéria completa está disponível pela reportagem correspondente.
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