Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crise global da moradia pressiona compra e aluguel, aponta CEO do GRI Institute

Crise global da moradia eleva custos e juros, ampliando o gap entre renda e compra; o aluguel ganha impulso, com foco no modelo multifamily

Em pé, Gustavo Favaron, brasileiro que é CEO do GRI Institute, organizador do encontro que reuniu alguns do principais executivos de real estate do mundo, na Suíça
0:00
Carregando...
0:00
  • A crise global da moradia torna mais difícil comprar imóvel e o aluguel sobe, segundo Gustavo Favaron, CEO do GRI Institute; exceção seria a China, onde cerca de 90% das pessoas têm casa própria.
  • Os custos (terreno, mão de obra e materiais) subiram de forma contínua, a inflação é estrutural e a renda não acompanha, ampliando o desfio entre desejo de compra e capacidade financeira.
  • A demanda por aluguel aumenta conforme as pessoas formam novas famílias, mas a oferta não acompanha, elevando os aluguéis bem acima da inflação e até do preço dos imóveis.
  • O estoque disponível é antigo, mal localizado ou inadequado para aluguel, faltando imóveis desenvolvidos especificamente para locação.
  • O viés é estrutural e leva as incorporadoras a adotarem modelos voltados para aluguel, como o multifamily, tendência que pode ganhar força no Brasil; quem puder comprar, deve fazê-lo, já que não há perspectiva de queda estrutural de preços.

O mercado imobiliário mundial enfrenta custos elevados, juros altos e renda pressionada, o que dificulta a compra e acirra o aluguel. A leitura é de Gustavo Favaron, CEO do GRI Institute, think tank com sede em Londres que reúne incorporadoras, fundos e investidores institucionais. Ele aponta uma tendência estrutural que se observa em várias regiões.

Favaron participa de discussões com executivos de mercados globalmente conectados e cita encontros recentes, como o GRI Chairmen’s Retreat 2026 na Suíça, onde participaram grandes fundos soberanos e grupos de investimento. A leitura é de que a dificuldade de acessar moradia não é episódica, mas disseminada.

Cenário global da moradia

Para o executivo, o padrão é claro ao analisar preço por preço e país por país: ficou mais difícil comprar em quase todos os lugares, e o aluguel tem subido de forma significativa. O caso da China é citado como exceção, com alta proporção de imóveis ocupados por seus moradores.

Os custos de terreno, mão de obra e materiais avançaram de forma contínua, enquanto a renda não acompanhou esse ritmo. Juros elevados elevam o peso do financiamento, e mudanças tributárias podem ser repassadas ao comprador, ampliando o gap entre desejo e capacidade de compra.

Efeito sobre aluguel e estoque

A vida segue, com casamentos, filhos e mudanças de cidade. Se a compra não é viável, a demanda migra para o aluguel, que não encontra oferta suficiente. Lançamentos de aluguel sobem, muitas vezes acima da inflação, enquanto o estoque existente é antigo ou mal localizado.

A falta de imóveis desenvolvidos para locação agrava a pressão. Em mercados como Londres e Nova York, o custo de aluguel acompanha o aumento da demanda, sem que haja absorção adequada pelo estoque disponível.

Perspectivas para o Brasil

Favaron aponta que o movimento deve ganhar força no Brasil, com o desenvolvimento de imóveis voltados para locação, o chamado modelo multifamily. Essa estratégia envolve construir para alugar e gerir grandes carteiras de unidades, com possível venda futura a fundos.

Para quem precisa decidir entre comprar ou alugar, a orientação é manter o foco na capacidade de compra. A visão é de que não haverá queda estrutural nos preços, apenas ajustes pontuais em áreas específicas. A demanda por aluguel tende a continuar elevada.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais