- A adoção acelerada de IA aciona demissões globais em várias empresas, com o Goldman Sachs alertando que isso pode elevar o desemprego nos EUA neste ano.
- Entre os cortes, a Amazon confirmou 16 mil demissões corporativas em 28 de janeiro, em meio a reorganização com foco em IA e eficiência.
- A Dow anunciou fechamento de cerca de 4.500 empregos, a Autodesk reduziu cerca de 1.000 posições (aprox. 7% da força), e a Nike demitiu 775 funcionários, medida associada à automação.
- Meta informou cortes acima de mil vagas na unidade Reality Labs, além de reduções em outras áreas, com foco na transição de metaverso para IA.
- Ações de IA também aparecem em outras companhias, como Allianz, Mercado Livre, Pinterest, Wisetech e Seb, que anunciaram planos de reestruturação ou cortes vinculados à IA.
O mercado global segue diante da aceleração de demissões ligadas à inteligência artificial. Investidores e economistas do Goldman Sachs destacaram que a adoção rápida de IA pode elevar o desemprego nos EUA neste ano, com perdas já surgindo em setores mais expostos à automação. A avaliação aponta que 5.000 a 10.000 postos foram afetados mensalmente no ano anterior.
Especialistas afirmaram que a tecnologia responde por parte relevante dos cortes planejados a partir de janeiro, somando impactos significativos no quadro de empregos. O debate envolve organizações que revisam estratégias para combinar IA com ganhos de eficiência e readequação de equipes.
Empresas que anunciaram demissões ligadas à IA
- Agora: em dezembro, o grupo de mídia polonês comunicou plano de reduzir até 166 funcionários, 6,56% da força, para fortalecer o negócio digital. O anúncio integra uma reestruturação global da empresa.
- Allianz: segundo fontes à Reuters, a seguradora alemã planeja cortar até 1.800 empregos na área de seguros de viagem, com a automatização de processos manuais.
- Amazon: a gigante confirmou 16.000 cortes em áreas corporativas em 28 de janeiro, com possibilidade de novas reduções conforme avança a reformulação orientada por IA e eficiência.
- Autodesk: em 22 de janeiro, a fabricante de software anunciou redução de cerca de 7% da força global, aproximadamente 1.000 vagas, ao redirecionar investimentos para nuvem e IA.
- British American Tobacco: em 12 de fevereiro, a empresa informou um programa de produtividade impulsionado por IA, com impactos ainda não especificados na força de trabalho.
- Dow: em 29 de janeiro, a produtora química informou a eliminação de cerca de 4.500 empregos, 13% da força total, com simplificação de processos via automação e IA.
- Hp Inc: a fabricante americano de computadores informou, em novembro, expectativa de cortar entre 4.000 e 6.000 vagas globais até o ano fiscal de 2028, com foco em IA e eficiência.
- Mercado Livre: segundo a Folha de S. Paulo, em 12 de janeiro houve demissões de 119 pessoas para ampliar atuação em IA no ecossistema da empresa.
- Meta: a controladora do Facebook e Instagram informou, em 13 de janeiro, cortes acima de 1.000 vagas na unidade Reality Labs, para alinhamento entre metaverso e IA. Também houve redução de cerca de 600 postos nos Superintelligence Labs em outubro.
- Nike: fontes próximas indicaram à Reuters, em janeiro, cortes de 775 empregos enquanto a empresa prioriza lucros e acelera automação.
- Pinterest: em janeiro, a plataforma anunciou redução de até 15% da força de trabalho para realocar recursos a funções ligadas a IA.
- Seb: fabricante francesa de eletrodomésticos divulgou, em 25 de fevereiro, um plano de reestruturação que utiliza plenamente IA, com possível desligamento de até 2.100 empregos até 2027.
- Telstra: segundo o The Australian, em 11 de fevereiro a maior operadora da Austrália planeja cortar 650 vagas em reestruturação impulsionada por IA com a Infosys.
- Wisetech: a companhia australiana de software comunicou em 25 de fevereiro a redução de cerca de 2.000 empregos, quase um terço da força global, para integrar IA a softwares e operações.
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