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Keynes e a esfinge do dinheiro: reflexões sobre política monetária

Keynes alerta sobre a incerteza nas previsões de longo prazo, destacando a psicologia, a liquidez e a precariedade do conhecimento nas rendas futuras

Keynes nos brinda com a psicologia, incerteza, estado de confiança, limitação da matemática e importância da liquidez e o mercado financeiro – Imagem: Arquivo AFP
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  • Entrevista por e-mail com John Maynard Keynes, intermediada por Joan Robinson, durante seminário na Universidade de Campinas, destacando o capítulo XII da Teoria Geral.
  • Keynes afirma que o estado da expectativa a longo prazo depende tanto do prognóstico provável quanto da confiança na sua veracidade.
  • Destaca a extrema precariedade da base de conhecimento para calcular rendas esperadas de investimentos anos à frente.
  • Observa que as reavaliações diárias da bolsa influenciam o investimento atual, pois podem levar a escolhas entre manter ou alterar projetos.
  • Conclui que resultados reais raramente coincidem com previsões e que o mercado é marcado por ondas de sentimento, exigindo humildade na previsão do futuro.
  • Publicado na edição n° 1402 de CartaCapital, em 04 de março de 2026.

O seminário sobre A Teoria Geral, na Unicamp, reuniu pesquisadores que discutiram o papel de Keynes e suas ideias centrais. Durante o encontro, um dos jornalistas presentes conseguiu contato com Joan Robinson, de Cambridge, e obteve autorização para uma entrevista por e-mail com John Maynard Keynes. O material reunido aborda especialmente o capítulo XII da obra, que trata da expectativa de longo prazo.

A entrevista, disponível por e-mail, enfatiza a importância da psicologia, da incerteza e da liquidez no comportamento dos mercados. O texto destaca a crítica de Keynes à pretensa precisão matemática na previsão econômica de longo prazo e a influência do estado de confiança nas decisões de investimento.

Keynes é apresentado como alguém que questionava a ideia de previsões determinísticas. O autor do artigo reproduz trechos da conversa em que o economista discute que o conhecimento necessário para calcular rendas futuras é extremamente incerto e, por isso, a observação prática dos mercados é fundamental para compreender as decisões econômicas.

O diálogo também aborda o papel da Bolsa de Valores na reavaliação de investimentos. Segundo Keynes, as flutuações diárias afetam as opções de aplicação de capital, ainda que a comunidade não compartilhe a mesma oportunidade de rever projetos. A análise explica como mudanças de preço podem influenciar a viabilidade de novas iniciativas.

Ao longo do capítulo, o economista ressalta a humildade necessária para prever o futuro e a limitação de modelos estatísticos simples. O texto cita que resultados reais de investimentos costumam divergir das projeções iniciais, por conta de variações de confiança e de fatores ainda pouco compreendidos.

Publicado na edição n° 1402 de CartaCapital, em 04 de março de 2026, o material reapresenta a discussão sobre as limitações da previsão econômica e a relevância da liquidez e da psicologia dos negócios para entender o comportamento do mercado. Este texto integra a edição impressa de CartaCapital sob o título Keynes e a esfinge do dinheiro.

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