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Engarrafamento de caminhões atrasa exportação recorde de soja no Pará

Engarrafamento de caminhões em Miritituba atrasa exportação recorde de soja, em meio a protestos indígenas e revogação de decreto sobre hidrovias

Caminhões no porto de Miritituba 25/02/2026
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  • Caminhoneiros enfrentam atrasos para descarregar soja em Miritituba, com fila de 30 km após viagem de 1.200 km desde Mato Grosso, segundo relatos de trabalhadores.
  • A safra 2025/26 no Brasil deve chegar a cerca de 180 milhões de toneladas, o maior volume da história, com boa parte da oleaginosa destinada à China.
  • Miritituba movimenta cerca de 12 milhões de toneladas de grãos por ano; terminais fluviais operados por Cargill, Bunge e Amaggi embarcam grãos para o rio Amazonas e, depois, para navios oceânicos.
  • Manifestantes indígenas invadiram uma instalação da Cargill em Santarém (PA) em protesto contra políticas de hidrovias; o governo revogou decreto que incluía Tapajós, Madeira e Tocantins no plano nacional de desestatização.
  • Analistas afirmam que a revogação do decreto pode atrasar melhorias em hidrovias e infraestrutura, elevando a complexidade logística no corredor de exportação do norte e os custos de frete para a cadeia de soja.

O enforcamento de caminhões atrasa a exportação de soja no terminal de Miritituba, no Pará, em meio a um volume recorde de produção. Caminhoneiros relatam filas de até 30 km após percorrerem cerca de 1.200 km desde o Mato Grosso. O país vive safra 2025/26 de aproximadamente 180 milhões de toneladas.

Miritituba funciona como uma importante estação de transbordo no rio Tapajós, movendo quase 12 milhões de toneladas de grãos por ano. Empresas como Cargill, Bunge e Amaggi operam terminais fluviais que enviam a soja em barcaças para instalações no rio Amazonas, abastecendo navios oceânicos.

Em Santarém, manifestantes indígenas invadiram uma instalação da Cargill neste mês para protestar contra políticas de dragagem de hidrovias. Na sequência, o governo revogou, na segunda-feira (23), o decreto que incluía as hidrovias Tapajós, Madeira e Tocantins no plano de desestatização, gerando insegurança para exportadores.

Caminhoneiro que percorreu 1.200 km relatou que a fila pode ter contribuído para atrasos em Miritituba, já que motoristas buscam vagas de descarregamento. A lógica econômica dos motoristas costuma favorecer viagens rápidas para evitar perdas de comissão.

Atrasos estruturais são reforçados pela necessidade de maior organização logística no corredor do norte. Especialistas destacam que dragagem poderia permitir embarcações maiores durante o ano, reduzindo dependência do transporte rodoviário e custos de frete.

Caminhoneira observou que o pátio atual não comporta a quantidade de caminhões necessária, ressaltando a limitação de espaço. Mudanças na infraestrutura de hidrovias e nos terminais teriam potencial para evitar filas extensas.

Ações para ampliar hidrovias e ampliar pátios teriam impacto direto na previsibilidade do escoamento e na competitividade dos produtores do Mato Grosso. A Famato aponta que o custo de transporte entre Sorriso e Miritituba é menor por via hidroviária do que por rodovia.

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