- Marc Benioff afirma que a IA não vai destruir o mercado de SaaS; as maiores empresas de IA são clientes da Salesforce, como Anthropic, OpenAI, Google e Amazon, e o Slack é classificado como o maior ecossistema de IA.
- Ele diz que não existe rodar apenas com grandes modelos de linguagem; é preciso software tradicional e modelos de IA, com determinismo, programabilidade, segurança e compartilhamento.
- Grandes companhias na fronteira da IA continuam usando software para áreas como finanças, recursos humanos e informações de clientes; os LLMs são apenas um componente da infraestrutura.
- A Salesforce registrou faturamento de US$ 10,7 bilhões no trimestre, alta de 13%, e US$ 41,5 bilhões no ano, alta de 10%.
- Benioff mencionou o termo “SaaS-pocalypse” na call de resultados, afirmando que pode haver episódios assim, brincando que, se ocorrer, poderia ser “devorado pelo Sasquatch” devido ao uso crescente de SaaS e de agentes como serviço.
Marc Benioff, fundador da Salesforce e pioneiro do SaaS, afirma que a inteligência artificial não eliminará o mercado de software como serviço. Ele destaca que as maiores empresas de IA são clientes dos serviços da empresa, citando nomes como Anthropic, OpenAI, Google e Amazon, além de reforçar que o Slack é o maior ecossistema de IA do mundo.
Segundo Benioff, não existe cenário em que grandes modelos de linguagem substituam totalmente o software tradicional. Ele aponta a necessidade de software estável, com determinismo, programabilidade, segurança e compartilhamento, afirmando que os LLMs representam um novo componente da infraestrutura capaz de abrir possibilidades até então inobservadas.
O executivo observa que as grandes empresas de IA continuam usando software para áreas como finanças, RH e gestão de dados de clientes. Ele também minimiza o documento citado em veículos de pesquisa, classificando-o como ficção científica, ainda que tenha sido apresentado como cenário extremo.
Resultados financeiros e contexto de mercado
A Salesforce divulgou resultados com fundamentos sólidos. O faturamento trimestral atingiu US$ 10,7 bilhões, alta de 13%. No exercício anual, as vendas somaram US$ 41,5 bilhões, evoluindo 10%.
Apesar dos números positivos, a empresa figura entre as companhias de software mais impactadas pelo ajuste de avaliação do setor, às vezes chamado de selloff do SaaS. Executivos destacaram o tema em teleconferência com investidores, segundo reportagens do TechCrunch.
Benioff reforçou, durante a call de resultados, que o setor de SaaS vive ciclos de alta e baixa e que a inovação continua a avançar, incluída a oferta de agentes como serviço. A fala gerou comentários sobre o potencial de consolidação e adaptação do mercado frente às mudanças tecnológicas.
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