- Transações no mercado secundário indicam avaliação da Tether entre US$ 350 bilhões e US$ 375 bilhões, tornando-a possível sexta maior fortuna entre bilionários, dependendo da valorização.
- A faixa supera o patamar buscado anteriormente pela empresa (até US$ 500 bilhões), mas está acima de avaliações anteriores de cerca de US$ 200 bilhões estimadas pela Forbes.
- Fontes apontam que SoftBank não é investidor e Ark Invest não respondeu; a empresa já discutia captação de recursos com possíveis participantes, mas não houve confirmação.
- A Tether afirma ter gerado cerca de US$ 10 bilhões de lucro não auditado no último ano; suas reservas lastreiam o USDT, com a maior parte aplicada em títulos do Tesouro dos EUA e ativos de curto prazo.
- Em paralelo, a companhia trabalha para ampliar a presença regulatória e institucional, incluindo o lançamento da stablecoin USAT nos EUA e expansão de atuação em áreas como dados, energia e educação.
A Tether, emissora da maior stablecoin do mundo, pode estar avaliada no mercado secundário entre US$ 350 bilhões e US$ 375 bilhões. O valor, divulgado por fontes do setor, coloca a empresa perto de patamares que alteram rankings de fortunas no setor cripto.
Segundo fontes consultadas pela Forbes, a avaliação fica abaixo do teto de US$ 500 bilhões que a companhia buscava inicialmente para a captação. A notícia aponta que a operação visa ampliar credibilidade institucional e influência nos EUA, não apenas caixa imediato.
SoftBank e Ark Invest tinham sido citados como possíveis compradores, mas uma fonte disse à Forbes que o SoftBank não investe na Tether, e Ark Invest não comentou o assunto.
Valuation e impactos potenciais
Relatórios anteriores indicavam uma busca por até US$ 20 bilhões em venda de cerca de 3% do negócio, com resistência de investidores. A Forbes, citando investidores, avalia a Tether em cerca de US$ 200 bilhões, acima de estimativas de US$ 50 bilhões há um ano.
Essa avaliação sugere ganhos para recentes acionistas. A Cantor Fitzgerald, com 5% na operação, poderia ver participação avaliada em US$ 10 bilhões. A cifra representa salto relevante frente a valores próximos de US$ 600 milhões reportados em 2023.
Participações de executivos
Se a Tether valer US$ 200 bilhões, o CFO Giancarlo Devasini, considerado majoritário, pode ter patrimônio próximo a US$ 89 bilhões. O CEO Paolo Ardoino, e o ex-CEO Jean-Louis van der Velde, com cerca de 19% cada, teriam fortunas de cerca de US$ 38 bilhões cada. O diretor jurídico Stuart Hoegner seria aproximadamente US$ 25 bilhões.
Caso a avaliação alcance US$ 350 bilhões, Devasini passaria a ter mais de US$ 156 bilhões, posicionando-o entre as dez pessoas mais ricas do mundo, acima de Warren Buffett, de acordo com números citados pela reportagem.
Contexto regulatório e estratégico
A Tether divulgou lucro não auditado de cerca de US$ 10 bilhões no ano anterior, com reservas lastreadas majoritariamente por títulos do Tesouro dos EUA. A empresa estuda diversificar atividades, incluindo IA, dados, energia e educação, conforme reportado pela imprensa.
A companhia trabalha para ampliar presença regulatória nos EUA, anunciando uma stablecoin regulada, a USAT, com Anchorage Digital Bank como emissor. O CEO da unidade dos EUA, Bo Hines, foi nomeado em setembro.
Cenário setorial
No âmbito de stablecoins, surgem concorrentes como USDC da Circle, com parcerias recentes envolvendo Tempo, e grandes players estudando novas plataformas de pagamentos com stablecoins. Empresas como Meta também discutem estratégias para pagamentos lastreados em stablecoins.
A regulamentação ganha impulso nos EUA, com propostas para ampliar a supervisão de emissores estrangeiros. O OCC divulgou um aviso de proposta para implementar o GENIUS Act, ampliando poder regulatório sobre stablecoins.
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