- Jack Dorsey anunciou, em carta publicada no X, que a Block reduzirá o quadro de mais de dez mil para pouco menos de seis mil funcionários, eliminando pouco mais de quatro mil vagas.
- A justificativa é a transição para tornar a empresa “AI native”, com uso de ferramentas de inteligência artificial e equipes menores e mais horizontais.
- O corte ocorre menos de um ano após demissões de março de 2025, quando novecentos postos já haviam sido eliminados.
- A Block afirma que o negócio continua sólido, com lucro bruto em crescimento e atendimento a mais clientes.
- O mercado reagiu com alta nas ações, enquanto analistas ponderam se o movimento esconde pressões financeiras.
Após anunciar a demissão de mais de 4 mil funcionários, Jack Dorsey, fundador da Block, afirmou que a empresa entrará em uma fase de transição para se tornar “AI native”. A decisão envolve quase a metade do quadro atual, que soma cerca de 10 mil postos. O anúncio ocorreu por meio de uma carta publicada no X.
Segundo Dorsey, a mudança visa adaptar a organização a um modelo de trabalho com equipes menores e maior uso de ferramentas de inteligência artificial. A empresa afirmou que a transição aumenta a eficiência e a rapidez na entrega de serviços, impactando a estrutura de gestão e operações.
A reação inicial do mercado foi positiva: as ações da Block subiram após o anúncio, apesar de críticas existentes sobre o impacto nos empregados. Analistas questionaram se a estratégia de IA representa, na prática, uma mudança estrutural sustentável ou apenas um remanejo contábil.
O corte de quase 4 mil vagas ocorre menos de um ano após outra rodada de demissões, em março de 2025, quando cerca de 900 postos foram eliminados. Na ocasião, a comunicação sobre desligamentos foi feita por e-mail, com a promessa de continuidade do negócio e de ajustes organizacionais.
No texto divulgado por Dorsey, a liderança sustenta que as novas ferramentas de IA, combinadas a equipes menores, podem redefinir o conceito de construir e administrar a empresa. O executivo argumenta que esse movimento acelera a transição para o modelo desejado pela companhia.
Além disso, a carta detalha benefícios para quem deixar a empresa, incluindo remuneração de 20 semanas de salário mais tempo adicional por ano de serviço, participação acionária até o fim de maio, planos de saúde por até seis meses e suporte financeiro para a transição. Detalhes variam conforme a localidade.
A Block afirma que permanece financeiramente estável, com lucro bruto em ascensão, base de clientes em crescimento e melhoria da rentabilidade. A administração reforça que a mudança é deliberada e visa fortalecer a posição da empresa diante do mercado.
Para leitores que acompanham o caso, a narrativa central envolve a adoção acelerada de IA, a redução significativa de pessoal e as práticas de comunicação da liderança durante o processo de reestruturação. A empresa não informou novas datas ou etapas adicionais do plano de reorganização.
Entre na conversa da comunidade