- Origem Energia planeja armazenar gás natural no subsolo no Brasil como hedge de preços para reforçar o sistema elétrico e atrair data centers de alto consumo.
- A empresa investirá até US$ 150 milhões em um projeto para estocar suprimentos em reservatórios esgotados em Alagoas, segundo o presidente-executivo Luiz Felipe Coutinho.
- O objetivo é reduzir o custo de fornecimento às usinas quando o sistema estiver sob pressão e equilibrar a geração renovável intermitente, tratando os locais de armazenamento como fonte de energia.
- A Origem também comprará gás da rede quando estiver mais barato para evitar picos de preço, fortalecendo o hub de Alagoas como “a maior bateria” do sistema elétrico brasileiro.
- A primeira fase terá capacidade de 60 milhões de metros cúbicos, com operação prevista em três a quatro meses; o projeto busca melhorar a segurança energética e reduzir gargalos na rede de gasodutos, acompanhando crescimento de cerca de trinta por cento na produção da empresa.
A Origem Energia anunciou planos de armazenar gás natural no subsolo no Brasil como estratégia de hedge de preços para reforçar o sistema elétrico, que é fortemente dependente de fontes renováveis, e para atrair data centers com alto consumo de energia.
A investida envolve até US$ 150 milhões em um projeto de estocagem em reservatórios esgotados no estado de Alagoas, conforme informou o presidente-executivo Luiz Felipe Coutinho em entrevista à Bloomberg News. O objetivo é reduzir custos de fornecimento para usinas quando o sistema estiver sob pressão e equilibrar a geração renovável intermitente, tratando os depósitos como fonte de energia.
A empresa também planeja comprar gás da rede quando o preço estiver mais baixo para evitar picos, explicou Coutinho. A visão é transformar o hub da Origem em Alagoas na maior bateria do sistema elétrico brasileiro, destacou o executivo, que classificou o armazenamento como a opção mais econômica.
Segundo Coutinho, o Brasil depende de fontes renováveis para cerca de 90% de sua geração, o que aumenta a importância de mecanismos de suporte quando a geração eólica e solar recua. Usinas a gás atuariam como respaldo rápido para manter o fornecimento estável.
O armazenamento subterrâneo também busca reduzir gargalos na rede de gasodutos do país, que fica atrás de outras economias como Estados Unidos e Europa. O projeto pretende abastecer usinas já existentes e futuras da Origem.
A primeira fase prevê capacidade de armazenamento de 60 milhões de metros cúbicos e a operação pode começar em três a quatro meses, segundo Coutinho. Atualmente a produção da Origem soma aproximadamente 14.500 barris por dia de petróleo e gás natural equivalente, com ritmo de crescimento de cerca de 30% ao ano.
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