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Patria mira US$150 bi e busca entrar no top 30 com aquisições no exterior

Patria mira US$ 150 bilhões em ativos e expansão global com aquisição da WP Global Partners e novas compras nos EUA, Europa e América Latina

'Ainda existem oportunidades de aquisição', disse Daniel Sorrentino, sócio-gestor e responsável global por clientes do Patria, à Bloomberg News (Foto: Divulgação/ Patria Investimentos)
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  • O Patria mira alcançar US$ 150 bilhões em ativos sob gestão e tornar-se uma das 30 maiores gestoras do mundo, após concordar com a aquisição da WP Global Partners por cerca de US$ 1,8 bilhão.
  • Hoje, o Patria gerencia cerca de US$ 52,6 bilhões e pretende crescer nas Américas, Europa e América Latina, mantendo presença dominante na região.
  • Entre as operações recentes, destacam-se a aquisição de 51% da Solis Investimentos e investimentos em crédito privado; além de comprar fundos imobiliários da RBR Asset Management, elevando os ativos nesses papéis a US$ 5,1 bilhões. A empresa abrirá escritórios em Chicago, Nova York, Toronto e Pequim.
  • O Patria expandiu globalmente após a aquisição do Aberdeen Group em 2024, criando uma unidade de 70 funcionários, somando 800 profissionais; a empresa atua com mais de 35 estratégias e 100 produtos.
  • Em fevereiro, houve críticas ao Patria por relatório da Snowcap Research sobre avaliações de private equity; a gestora afirmou que parte das alegações não condiz com a realidade dos seus negócios.

O Patria, gestora brasileira de investimentos alternativos, firmou a meta de chegar a US$ 150 bilhões em ativos sob gestão (AUM) e buscar novos alvos no exterior para alcançar posição entre as 30 maiores do mundo. A companhia já fez sua primeira aquisição nos EUA no mês passado.

Em fevereiro, o Patria concordou em adquirir a WP Global Partners, gestora de private equity com foco em pequenas e médias empresas, envolvendo ativos de cerca de US$ 1,8 bilhão. O objetivo é ampliar presença nos mercados desenvolvidos e na América Latina.

O sócio-gestor e responsável global por clientes, Daniel Sorrentino, afirmou à Bloomberg News que ainda existem oportunidades de aquisição. Ele destacou que a América Latina continua prioridade, com foco também em Europa e EUA, grandes mercados de investimentos alternativos.

Expansão global e operações

Atualmente, o Patria soma cerca de US$ 52,6 bilhões sob gestão. A meta de US$ 150 bilhões reforça a estratégia de ampliar diversas estratégias e produtos, conforme Sorrentino. O executivo mudou-se para Londres no ano passado para apoiar a expansão.

A empresa criou uma unidade com 70 colaboradores após a aquisição do Aberdeen Group em 2024, elevando o total para 800. Esse grupo corresponde a 27% dos ativos sob gestão. O Patria atua em mercados com escritórios no Brasil, Uruguai, Chile, Peru, México, Colômbia, Londres, Edimburgo, Hong Kong, Dubai e Los Angeles.

Além da WP Global Partners, o Patria fechou acordos relevantes, como a aquisição de 51% da Solis Investimentos em novembro, gestora brasileira de private equity com mais de US$ 3,5 bilhões sob gestão. A empresa também tem planos de captar recursos para um fundo de crédito privado internacional.

Produtos, ativos e críticas

Em dezembro, o Patria ampliou o portfólio com fundos imobiliários da RBR Asset Management, elevando para US$ 5,1 bilhões o montante de ativos negociados em bolsa. Os números integram também aquisições de ativos de Credit Suisse em 2024.

O grupo oferece mais de 35 estratégias e 100 produtos. Em 2023, a empresa captou US$ 7,7 bilhões em fundos, 30% acima do esperado, o que sustenta a meta de assets sob gestão até o fim de 2025. Críticas recentes surgiram sobre avaliações de private equity, que a empresa nega.

O Patria permanece com escritórios em Chicago e Nova York após a aquisição da WP, além de planejar novas bases em Toronto e Pequim. A direção reforça a ambição de consolidar um player global, mantendo neutralidade e foco em resultados.

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