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VanEck: por que investir em ouro mesmo após a reprecificação

VanEck vê ouro como tendência de longo prazo mesmo após a reprecificação, apontando mudança na reserva de valor global e potencial crescimento de ETFs no Brasil

VanEck: Por que comprar ouro mesmo depois da reprecificação
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  • A VanEck sustenta que o ouro continua sendo uma tendência de longo prazo para investidores, mesmo com a alta recente.
  • O CEO Jan van Eck afirma que, quando o papel do ouro na economia muda, vale focar na tendência, não no preço imediato.
  • A empresa, fundada em mil novecentos e cinquenta e cinco, passou a atuar com ETFs desde dois mil e seis; no Brasil, controla a Investo há dois anos.
  • Em emergentes, destaca China e a Índia como motores de crescimento; no Brasil, juros elevados tornam os bonds atrativos e a bolsa pode valorizar mais.
  • Principais riscos incluem o déficit fiscal dos Estados Unidos; o mercado brasileiro de ETFs está no começo, mas tem grande potencial com educação dos investidores.

A VanEck, gestora americana com cerca de 220 bilhões de dólares sob gestão, mantém uma aposta de longo prazo no ouro. A empresa afirma que a alta recente do metal não deve assustar investidores, desde que se foque na tendência estrutural de ocupação de reserva de valor.

Segundo o CEO Jan van Eck, quando o papel do ouro na economia mundial muda de forma fundamental, não há motivo para temer a valorização do metal. A estratégia da firma é baseada na identificação de tendências de longo prazo que influenciam os mercados.

A origem daVanEck remonta a 1955, fundada pelo pai de Jan, John. A empresa lançou nos anos 1960 um dos primeiros fundos de ouro do mercado americano e, desde 2006, passou a atuar fortemente com ETFs. No Brasil, a VanEck comprou há dois anos o controle da Investo, especializada em investimentos passivos.

Perspectiva de longo prazo

Para a VanEck, o atual momento de reorganização global do sistema monetário tende a sustentar o interesse por ouro. A empresa vê o metal como reserva de valor diante de dúvidas sobre credibilidade de bancos centrais e da gestão de políticas monetárias.

A estratégia atual não é evitar oscilações de curto prazo, mas acompanhar a tendência de valorização associada a mudanças estruturais de valor. Em períodos de volatilidade, a empresa ressalta que correções podem ocorrer, sem eliminar o viés de alta de longo prazo.

Contexto global e emergentes

A empresa destaca a importância da China como força industrial nos últimos 20 anos. Olhando para a próxima década, a Índia surge como outro motor de crescimento que pode impactar investimentos globais e, indiretamente, o papel do ouro como ativo de proteção.

No Brasil, o tema de juros elevados torna os títulos públicos atraentes, o que influencia o apetite por ETFs. A VanEck aponta que o mercado brasileiro de ETFs está em estágio inicial, mas tem potencial de expansão conforme o dinheiro regulamentado e a educação do investidor evoluírem.

Riscos e cenário fiscal

os principais riscos, segundo a VanEck, não estão apenas nos mercados, mas no ambiente fiscal dos Estados Unidos. O déficit público elevado, na casa de 6,5% do PIB, é apontado como fator que pode impactar títulos públicos e, por consequência, mudanças de cenário para portfólios globais.

O consumidor americano permanece saudável e as empresas também, mas a gestão do gasto público é considerada um elemento que pode influenciar o desempenho financeiro de ativos de renda fixa e de câmbio ao longo do tempo.

Desempenho e educação sobre ETFs no Brasil

A companhia observa que o crescimento de ETFs no Brasil ainda depende de educação financeira. O regulamento é visto como adequado, mas o entendimento do investidor sobre diferentes exposições exige tempo. Com o avanço da compreensão, a VanEck acredita em maior demanda por ETFs atrelados a várias classes de ativos.

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