- Fleury reportou receita líquida de R$ 2 bilhões no quarto trimestre, alta de 12% ante o mesmo período do ano anterior, impulsionada pela expansão orgânica e aquisições.
- Receita anual fechou em R$ 9 bilhões, aumento de 8%, e o EBITDA do trimestre ficou em R$ 455,9 milhões, alta de 12,5% anual.
- Lucro líquido do trimestre teve alta de 14,7%, para R$ 96,3 milhões, ajudado, principalmente, pelo reconhecimento da Lei do Bem e ganhos de eficiência.
- Regiões e marcas: São Paulo (exceto Fleury) ampliou 25,5% e Minas Gerais cresceu 21,3%; aquisições recentes—Confiance, Hemolab, LSL e Femme—impulsionaram o desempenho; a marca Fleury subiu 8,6%.
- Perspectiva e alavancagem: foco em crescimento orgânico e aquisições oportunísticas, com alavancagem em torno de 1x EBITDA; valor de mercado近 رقم 8,7 bilhões e queda de investimentos no curto prazo previsto para 2026.
O Fleury entregou mais um trimestre com resultados próximos do esperado, mas com lucro líquido acima das projeções. O quarto trimestre registrou receita líquida de R$ 2 bilhões, alta de 12% em relação ao mesmo período de 2024.
A companhia manteve a tendência de crescimento ao longo do ano, fechando 2025 com Receita Líquida de R$ 9 bilhões, ante R$ 8,3 bilhões de 2024. O EBITDA do trimestre somou R$ 455,9 milhões, aumento de 12,5% na comparação anual, e o acumulado anual atingou R$ 2,1 bilhões, 7,7% acima.
O lucro líquido do período foi de R$ 96,3 milhões, crescimento de 14,7% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. A administração atribuiu parte do efeito a ganhos da Lei do Bem, incentivo fiscal para inovação, além de ganhos de eficiência operacional.
Desempenho regional e ações estratégicas
As unidades de atendimento impulsionaram o trimestre, com receita bruta avançando 13,4% e, no ano, 11,1%. As regiões de maior expansão foram São Paulo (sem incluir a marca Fleury) com 25,5% e Minas Gerais, 21,3%.
As aquisições recentes também sustentaram o crescimento regional: Confiance, em Campinas; Hemolab, em Minas; LSL, em Rio Claro; e Femme, rede de saúde feminina em SP, esta última ainda aguardando aprovação do CADE. A marca Fleury cresceu 8,6% no tri, mantendo diferenciação e inovação.
O braço *lab to lab*, herdeiro do Hermes Pardini, subiu 4%, conforme a gestão, refletindo o fim do contrato com o Hospital Sírio-Lilip Lianês. A vertical de Novos Elos, que reúne serviços como clínicas de infusão, ortopedia e fertilidade, avançou 24% e faturou R$ 217 milhões no período, com destaques para tratamentos de alto custo como Zolgensma.
Perspectivas e finanças
Apesar da incerteza macro, não houve mudança na estratégia para 2026: foco em crescimento orgânico, aquisições oportunistas e disciplina financeira. A companhia destacou resiliência do setor de saúde em cenários de tensão econômica.
O CFO citou a gestão de capital de giro como motor de caixa, com a conversão de praticamente todo o EBITDA em caixa no ano anterior. A alavancagem ficou em torno de 1x EBITDA, mantendo espaço para investimentos, se houver novas oportunidades.
A ação segue em trajetória de alta, com ganhos de 41% nos últimos 12 meses. A Fleury varria o mercado, avaliando a empresa em aproximadamente R$ 8,7 bilhões na bolsa.
Entre na conversa da comunidade